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18 de agosto de 2011 • 15h42 • atualizado às 16h26

Lyoto sobre polêmica com UFC: "para tapar buraco meu preço é outro"

Tito Ortiz (esq.) enfrentou Rashad Evans no UFC 133
Foto: AP
 
Thiago Sagardoy
Direto de São Paulo

Lyoto Machida, que não sobe no octógono desde abril, quando venceu o veterano Randy Couture pelo UFC 129, esteve na Brazil Sports Show, feira esportiva que aconteceu no último final de semana, em São Paulo. Durante o evento, o lutador falou sobre o mal estar criado com Dana White, presidente do UFC, que acusou o brasileiro de ter pedido o salário de Anderson Silva para encarar Rashad Evans no combate principal.

A luta principal do card do último dia 6 de agosto seria Evans contra Phil Davis, porém, Davis alegou uma lesão e não pôde enfrentar o compatriota. Lyoto foi chamado para ser o substituto, e, a partir daí, instalou-se o mal entendido. Segundo Machida, a confusão foi com Dana White, pois o brasileiro afirma que nunca confirmou sua participação no evento.

"Peço desculpas pelo mal entendido, mas não pelo que fiz, porque não foi errado. Nunca aceitei lutar. Eu vinha de lesão e só estava treinando há duas semanas. Esse treinamento, inclusive, era apenas para me manter, e não para uma luta oficial", disse Machida.

Lyoto disse que avisou a Dana White que não poderia estar presente do UFC 133. Mesmo assim, de acordo com o brasileiro, o dono do evento insistiu para que ele fosse o adversário de Rashad Evans, reeditando o combate do UFC 98 vencido por Machida.

"Para tapar buraco, o preço é outro. É a minha carreira que está em jogo. Como eu disse, eu vinha de lesão e estava treinando há pouco tempo. Eu apenas disse que queria uma grana que me garantisse tranquilidade por um tempo, porque se eu perdesse voltaria para o fim da fila dos candidatos à disputa por cinturão. Fora que eu poderia me machucar, Rashad não é um adversário qualquer", disse.

Terra