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Musa do taekwondo se prepara para Aberto do Canadá e pede doações

23 abr 2013
20h14
atualizado às 20h22
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Talisca Reis tem 24 anos, mede 1,74m e pesa 53Kg. Por suas medidas e pela beleza poderia ser modelo, mas não foi essa a carreira que escolheu. Ela preferiu se tornar um dos principais nomes do taekwondo feminino do Brasil. Esperança para o futuro do esporte, principalmente para a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, atualmente ela está em preparação para a disputa do Aberto do Canadá, que acontecerá entre os dias 2 e 5 de maio, mas ainda depende de apoio financeiro - inclusive participa de um projeto que reúne doações de dinheiro para atletas.

Talisca está na 19ª posição no ranking mundial de taekwondo e tem seis resultados mais relevantes na carreira: três medalhas de ouro no brasileiro universitário; pratas no Pan-Americano e no Sul-Americano de 2010; e prata nos Jogos Mundiais Militares de 2011

Apesar de chamar atenção pela beleza, Talisca entende que os dotes femininos não atrapalham na hora das lutas: “Eu fico muito feliz quando me tratam com musa, mas nunca pensei nisso. Claro que como mulher é sempre gostoso receber esse carinho quando eu vou para as competições, mas sou uma atleta e quando entro no tatame o que vale é a minha concentração em busca dos bons resultados”.

Fernando Madureira, treinador da Seleção Brasileira e do campeão Pan-Americano Diogo Silva, elogiou a jovem brasileira, inclusive seu biotipo. Talisca destacou a importância desse apoio: "eu consegui bons resultados no passado, mas jamais estive tão focada para um ciclo olímpico como agora. Estou me cercando com pessoas de confiança e credibilidade no esporte para que eu possa me preocupar somente com os treinamentos e as competições", explicou.

<p>Talisca foi medalha de prata no Sul-Americano de taekwondo em 2010</p>
Talisca foi medalha de prata no Sul-Americano de taekwondo em 2010
Foto: Milton Takeda / Divulgação

Confiante, Talisca fala até em chance de conseguir uma medalha na Olimpíada de 2016: "o apoio que meus treinadores e companheiros de treino vem dando para mim, é fundamental para realizarmos um grande ciclo olímpico, garantir a presença nos Jogos do Rio e chegar em condições de brigar por uma medalha. Acho que só depende de mim e irei me dedicar ao máximo para que o Brasil possa se orgulhar”, analisou.

Mais uma vítima das dificuldades do esporte olímpico no país, Talisca é pioneira no Pódio Brasil, um projeto que incentiva a doação ou associação de pessoas física e jurídica a um determinado atleta, em troca de benefícios. Os adeptos ao projeto podem "adotar" um atleta, doando qualquer quantia em dinheiro para ajudá-lo a viajar, comprar material de treinamentos ou até mesmo garantir sua renda mensal.

"Nós sabemos que o esporte olímpico no Brasil ainda passa por muitas dificuldades, então eu conheci a ideia do Pódio Brasil e achei fantástica. Em tempos onde notamos cada vez mais a indignação do povo nas mídias sociais, talvez esta seja uma plataforma inovadora para que todos possam ajudar o Brasil a figurar no topo do esporte. É a chance que todos os brasileiros tem de ajudar o seu país sem o intermédio da máquina pública", declarou a musa.

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Fonte: Terra
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