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"Não se vive por medalha", diz musa do MMA que abandonou sonho olímpico

7 jul 2012
13h45

Ronda Rousey era uma promissora judoca dos Estados Unidos quando conquistou a medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e o bronze na Olimpíada de Pequim um ano depois. No entanto, a carreira da americana passou por uma mudança considerável nos últimos 20 meses: ela abandonou a arte marcial japonesa para se aventurar no MMA, entrar no Strikeforce e se destacar na categoria feminina. Com extremo êxito, já que venceu as cinco lutas que disputou, se tornou dona do cinturão do peso galo e um ícone do esporte.

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A bela americana, descontraída e simpática, não se arrepende da escolha que fez. Mas é nítido que a proximidade dos Jogos de Londres 2012 deixa Ronda um tanto quanto "balançada". No entanto, ela cita o reconhecimento e o retorno financeiro que teve no MMA para embasar os argumentos por ter deixado de lado o judô.

"Essa etapa de vida já passou para mim", disse Ronda, que conversou com jornalistas por mais de 30 minutos nesta sexta-feira, antes da pesagem oficial do UFC 148, em Las Vegas. "Claro que fico muito feliz ao ver minhas ex-companheiras indo para Londres, mas não consigo que me imaginar como seria se tivesse continuado naquela vida", acrescentou.

Ronda se tornou muito mais conhecida ao ter entrado no Strikeforce e vencido as cinco lutas que realizou (sempre por finalização). E a rotatividade de combates da categoria de MMA agitou a vida dessa americana, 25 anos, que mostrou não gostar nem um pouco da monotonia.

"Você não pode ficar feliz só por um dia, trabalhar quatro anos para ganhar uma medalha", comparou Ronda, lembrando que o torneio de uma categoria de judô em Olimpíadas começa e termina no mesmo dia. "Percebi que aquilo não era para mim. Minha vida não pode ser em função do brilho de uma medalha. Mas da mesma maneira é triste, pois sei que é muito legal disputar uma Olimpíada", reconheceu.

Ronda cortou o assunto logo em seguida e demonstrou não gostar muito de tocar no tema sobre a saída do judô. "Temos outras perguntas?", questionou ela, no único momento em que falou com um tom mais sério e sem sorrisos, gestos e piadas durante a entrevista.

Sim, havia outras perguntas. E Ronda deixou claro que gostou muito de uma: além dos Estados Unidos, em quais países ela ainda sonha em fazer uma luta? Ela não titubeou em responder, em uma mesa repleta de jornalistas brasileiros. "Gostaria muito de ir ao Rio de Janeiro, é uma das cidades mais legais que já vi. Só que também queria muito poder atuar na Sérvia, em Budapeste (Hungria) ou em Barcelona (Espanha)", listou.

Ronda Rousey abandonou o judô para se aventurar no MMA, entrar no Strikeforce e se destacar
Ronda Rousey abandonou o judô para se aventurar no MMA, entrar no Strikeforce e se destacar
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Fonte: Terra
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