X-Fighters

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Sexta, 2 de maio de 2008, 12h53 Atualizada às 19h54

Antes de entrar em ação, pilotos pedem proteção

O medo de sofrer uma queda grave e ficar afastado do esporte por longo tempo é algo que costuma incomodar os pilotos do motocross freestyle. Por isso, os competidores que estarão em ação na noite deste sábado no Sambódromo da Sapucaí, na etapa carioca do Red Bull X-Fighters, têm suas crenças antes de iniciarem a sua apresentação na arena.

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Alguns deles preferem rezar e pedir proteção, enquanto outros optam por entrar com o pé direito na pista ou mesmo fazem uma concentração momentos antes com pensamentos positivos.

Os quatro brasileiros classificados para a segunda etapa do Mundial da modalidade possuem dicas e costumes diferentes, mas sempre com um ideal semelhante, que corra tudo bem durante o tempo que estarão sob os holofotes.

O paulista Giancarlo Bergamini, 26 anos, diz que sempre pede proteção, mas que não "é nada decorado". O piloto costuma fazer uma oração rápida para que não ocorram imprevistos. "É o que vem na minha cabeça na hora", afirmou.

Líder da eliminatória brasileira superando outros nove competidores nacionais, o matogrossense Gilmar Flores, conhecido como Joaninha, é um dos pilotos que mais se dedicam à oração para as provas e confessa que reza todos os dias antes de competições ou mesmos dos treinos. "Toda vez me concentro e faço minha reza. É sagrado. Não deixo de fazer", disse.

Além de ser o piloto mais velho da competição, Natan Azevedo, 41 anos, também é o mais supersticioso antes de encarar uma pista do freestyle. Terceiro lugar nas classificatórias nacionais, o mineiro de Caratinga afirmou que envolve todos os competidores em sua oração.

"Todos os dias quando acordo peço a Deus que tudo corra bem. Não peço só para mim, como para todos os pilotos e os envolvidos. Acredito que recebemos um dom de Deus, só estamos segurando o guidom. Deus é quem toca a máquina", disse o experiente atleta.

Já Fred Kyrillos, que sofreu duas quedas na noite passada, minimizou os tombos sofridas e afirma que sua concentração e respiração são essenciais para entrar na pista. "Me concentro bem e tento ficar tranqüilo. Tento mentalizar o que me vem na cabeça. Se der vontade, rezo também", disse o paulista, 22 anos, o mais novo entre os brasileiros classificados.

Contando com as orações realizadas e também com a sorte, os quatro brasileiros classificados voltam às pistas na manhã deste sábado para definir os confronto da final do Red Bull X-Fighters, que ocorrem mais tarde.

Redação Terra

Patrícia Prado/Especial para Terra
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