
Atualizada às 19h55 Após não conseguirem figurar entre os quatro melhores pilotos brasileiros na eliminatória para o Red Bull X-Fighters, alguns competidores fizeram críticas à pista montada no Sambódromo da Sapucaí para receber a segunda etapa da temporada do Mundial de motocross estilo livre.
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Em um clima de desânimo e frustração por não poderem representar o País neste sábado diante dos 30 mil espectadores esperados no evento, os competidores reclamaram do circuito que, segundo eles, é técnico demais e muito difícil para o nível dos pilotos brasileiros.
"A pista é muito doida, monstruosa. Acho que a organização se precipitou fazendo uma pista agressiva assim. No Brasil, nunca se viu nada parecido com isso. Somos pobres de estrutura. É técnica demais para o nosso nível", disse o paulista Fernando Daud, que terminou a classificatória na oitava colocação.
Mesmo decepcionado com a eliminação precoce na etapa carioca do Red Bull X-Fighters, Daud acredita que o evento mais importante da história da modalidade no Brasil pode representar um divisor de águas no esporte nacional.
"Tomara que mude daqui para frente. É uma oportunidade de crescermos tecnicamente. Precisamos agora começar a construir pistas como essa para evoluirmos", disse o piloto.
Outro que não conseguiu avançar para encarar os maiores nomes do cenário mundial do motocross freestyle, Celso Aslan também mostrou abatimento com o resultado final e lembrou das dificuldades proporcionadas pelo terreno montado na Sapucaí.
"Com essa pista muito técnica, vários pilotos sofreram. É a pista mais difícil que já vi no Brasil e uma das mais fortes do mundo", afirmou o paulista, destacando a diferença entre os competidores nacionais e estrangeiros.
O paulista Jeff Mills, que por apenas uma posição não conseguiu ficar entre os quatro primeiros, ficou satisfeito com o desempenho obtido em terras cariocas, mas não esqueceu a polêmica pista montada para receber o evento.
"A reclamação é do nível de dificuldade. Acho que tive mais facilidade do que os outros por não ser tão experiente. Eles já estão acostumados com um padrão de pista. Até os gringos falaram que está muito difícil", disse Jeff, que com a boa colocação obteve o cargo de primeiro reserva da competição, caso algum piloto não possa disputar a etapa.
Mesmo os atletas mais experientes e indicados como favoritos à vitória na capital fluminense também destacou o alto nível de dificuldade do circuito, como é o caso do japonês Eigo Sato, 29 anos. Porém, ao contrário de muitos de seus concorrentes, o atleta viu a mudança de uma forma positiva.
"A cada disputa é uma evolução para mim. Estou treinando estes dias e esperando o sábado chegar. Estou 100% focado para esse evento. A pista é forte e isso ajuda bastante o bom desempenho. Tem que acompanhar a evolução", disse o japonês, que participou dos testes na Sapucaí na manhã desta sexta-feira.
Redação Terra
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Jorge Bravim/Especial para Terra
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