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Ativistas anticapitalismo prometeram na terça-feira montar grandes protestos de rua na Olimpíada de Inverno para atrapalhar a visita da primeira-dama dos Estados Unidos, Laura Bush, à cidade-sede Turim. Os protestos serão contra a competição e seus patrocinadores, além de contra a construção de um trem de alta velocidade perto de Turim, contra uma proposta de lei antidrogas na Itália e contra o desemprego, disseram os organizadores. "Nosso objetivo é dar voz aos dissidentes", disse o morador de Turim Andrea Bonadonna numa entrevista coletiva concedida por estudantes, sindicalistas e representantes dos desempregados. Os manifestantes prometeram realizar protestos contra Laura Bush se ela aceitar o convite para conhecer a Universidade de Turim no sábado, um dia depois da cerimônia de abertura dos Jogos, à qual ela deve comparecer. "Somos contra a vinda da "primeira-dama da guerra" à Olimpíada de Turim", disse o estudante Dario Rossini, 26, sem especificar o tipo de protesto que participaria. Embora a Itália mantenha soldados no Iraque e o premiê Silvio Berlusconi seja próximo ao presidente George W. Bush, a maioria dos italianos é contra a guerra no Iraque e se opõe à presença italiana no país. A Itália mobilizou milhares de policiais, atiradores de elite e esquiadores armados para patrulhar os locais dos Jogos em Turim. Na segunda-feira, forças de segurança e de inteligência da Itália reuniram-se em Roma para discutir medidas de última hora, devido à indignação dos muçulmanos contra charges do profeta Maomé publicadas na imprensa ocidental. Uma fonte dos serviço de contra-terrorismo dos EUA disse no mês passado que não havia informações sobre ameaças terroristas à Olimpíada, ao contrário do que aconteceu com o Jogos de Verão de 2004, em Atenas. Mas as autoridades já manifestaram a preocupação de que ativistas antiglobalização, como os que entraram em confronto com a polícia numa cúpula do Grupo dos Sete, em Gênova, em 2001, atrapalhem os Jogos, aos quais devem comparecer pelo menos 15 chefes de Estado ou de governo. "Estamos avaliando que medidas tomar", disse à Reuters o chefe da polícia local, Goffredo Sottile, quando questionado sobre os protestos. O maior alvo dos protestos é a Coca-Cola, patrocinadora dos Jogos, além do projeto de um trem de alta velocidade. Os manifestantes de Turim disseram que pretendem protestar pacificamente, a partir de quinta-feira, quando a tocha olímpica passará por Turim.
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