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Apesar de ser um país tropical, onde os esportes de inverno são muito pouco praticados, o Brasil participará nos Jogos Olímpicos de Inverno de Turim-2006 com a ilusão de melhorar seus modestos resultados das edições anteriores.
O Brasil terá a maior delegação de sua história no evento, que acontece de 10 a 26 de fevereiro na cidade italiana, com dez atletas.
Em sua quinta participação nas Olimpíadas de Inverno, o Brasil competirá no maior número de modalidades até o momento: esqui alpino, esqui cross-country, bobsled e a novidade deste ano, o snowboard.
Isabel Clark, pentacampeã sul-americana e a primeira snowboarder do continente a participar dos Jogos Olímpicos de Inverno, representa as maiores esperanças de um bom resultado para o país.
O Brasil repete a equipe de bobsled masculino, que estreou em Salt Lake City-2002 com um 27º lugar, formado desta vez por Armando Santos, Edson Bindilati, Márcio Silva, Ricardo Raschini e Samuel Bento.
No esqui alpino, representarão o país Nikolai Hentsch, filho de um banqueiro suíço de Genebra e uma brasileira, e Mirella Arnhold. No esqui cross-country competirão Hélio Freitas, um trabalhador de 36 anos que treina na grama, e Jacqueline Mourão, que participou das Olimpíadas de Atenas-2004 no moutain-bike.
Outro classificado é Renato Mizoguchi no luge (trenó), mas que não está em condições de competir.
Graças à boa preparação dos atletas, facilitada pelas verbas do governo federal, o Brasil espera fazer um bom papel nesta oportunidade.
"O objetivo em Turim é ficar entre os 20 melhores do mundo", disse o presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG) e fundador da equipe de bobsled, Eric Maleson.
"Devemos ter resultados superiores no esqui alpino e de cross-country. No snowboard, acredito que Isabel Clark pode surpreender muitas atletas de países com mais tradição na modalidade", afirmou o presidente da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN), Stefano Arnhold.
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