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O Comitê Olímpico Internacional (COI) negou nesta sexta-feira as alegações de uma autoridade do Ministério da Saúde da Itália de que diversos atletas da Olimpíada de Inverno de Turim tiveram exames antidoping positivos antes dos Jogos.
"Esta informação é incorreta", disse a diretora de comunicações do COI, Giselle Davies.
Giovanni Zotta, representante italiano na comissão antidoping do COI, havia dito que testes preliminares encontraram a substância proibida Eritropoetina (EPO) em diversos atletas.
"Até agora houve casos de EPO em diversos atletas, mas isso precisa ser confirmado", disse Zotta. No entanto, ele não deu nomes, nem quantidade de atletas envolvidos.
A substância EPO aumenta o número de células vermelhas no sangue, que transportam oxigênio e aumentam a disposição. A
Federação Internacional de Esqui (FIS) disse na sexta-feira que oito atletas de cross-country das Olimpíadas foram suspensos por cinco dias depois que testes mostraram contagem alta, de maneira anormal, de células vermelhas no sangue.
A FIS disse que as suspensões de cinco dias não são uma punição, mas uma sim uma medida de saúde. Não ficou claro se há conexão entre a suspensão de atletas de cross-country e os casos de doping com EPO.
Zotta disse que são necessários mais testes antes que os casos de doping com EPO possam ser confirmados. "Nesta manhã vamos averiguar (os casos)", disse. "Em breve vamos ter um encontro para tratar dos resultados."
Depois da negativa do COI, Zotta não foi encontrado de imediato para comentar. A 20ª edição dos Jogos Olímpicos de Inverno começa nesta sexta-feira.
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