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07 de janeiro de 2013 • 20h11

Messi, de novo, o melhor jogador do mundo

O ano de 2012, no qual Lionel Messi pulverizou recordes, fecha com chave de ouro e, claro, com um novo feito: o argentino é o primeiro a conquistar pela quarta vez a Bola de Ouro da Fifa.

Em noite de premiações e cheia de estrelas, quem brilhou, mais uma vez, foi o craque argentino Lionel Messi. Na cerimônia Bola de Ouro Fifa, realizada em Zurique na noite desta segunda-feira (07/01), o argentino foi coroado pela quarta vez seguida como o melhor jogador do mundo. Um feito inédito e que está atrelado a outros incríveis feitos do jogador do Barcelona em um ano de 2012 espetacular:

– Primeiro jogador a marcar cinco gols em uma só partida na Liga dos Campeões desde 1992, quando a competição deixou de ser chamada Taça dos Clubes Campeões Europeus.

– Com 14 gols na temporada, Messi é, pela quarta vez consecutiva, artilheiro da Liga dos Campeões, feito alcançado somente pelo alemão Gerd Müller.

– O argentino marcou 68 gols em uma temporada européia de futebol (de agosto de 2011 a maio de 2012), superando a marca de Gerd Müller de 67 gols (1997-1993).

– Com 73 gols e 29 assistências na temporada 2011-2012, Lionel Messi conquistou a chuteira de ouro, prêmio dado ao maior artilheiro da Europa.

– Messi marcou 50 gols no campeonato espanhol na temporada 2011-2012, quebrando o recorde da temporada anterior de Cristiano Ronaldo (40 gols).

– Messi tornou-se o maior goleador do Barcelona em clássicos contra o Real Madrid (17). O argentino também é agora o maior artilheiro da história do Barcelona, ultrapassando a lenda César Rodriguez com 234 gols marcados.

– Com a incrível marca de 91 gols, o craque quebrou ainda os recordes de Pelé (número de gols marcados em um ano) e de Gerd Müller (gols marcados em 12 meses).

Lionel Messi venceu a votação com 42% dos votos. Em segundo lugar ficou o português Cristiano Ronaldo, com 24%; e em terceiro, o companheiro de Barcelona Andrés Iniesta, com 11% dos votos.

A votação funciona da seguinte maneira: treinadores e capitães de todas as seleções, além de um jornalista de cada país do mundo, votam em três jogadores. Cada voto tem um peso diferente. O primeiro escolhido recebe cinco pontos, o segundo três pontos e o último apenas um ponto.

Marta e Neymar ficam de mãos vazias

O Brasil esteve bastante presente na cerimônia da Fifa. Teve apresentação de capoeira, Ronaldo Fenômeno apresentando o Fuleco, mascote da próxima Copa do Mundo e até Luis Felipe Scolari anunciando o prêmio para a melhor treinadora do ano.

Concorrendo ao prêmio de melhor jogadora do mundo, a brasileira Marta, recordista com cinco conquistas, não conseguiu repetir a façanha. A norte-americana Abby Wambach foi eleita a melhor jogadora do ano passado, com 21% dos votos. Marta ficou em segundo lugar, com 14%, seguida pela também norte-americana Alex Morgan, com 11%.

O menino prodígio Neymar, vencedor do último Troféu Puskas para o gol mais bonito do ano, não conseguiu o bicampeonato. Em votação popular, Miroslav Stoch, jogador da Eslováquia e do Fenerbahçe da Turquia, venceu a disputa. Além dos dois, ainda concorria ao prêmio o colombiano Radamel Falcao. A curiosidade desta disputa é que em todos os três gols, as assistências foram dadas por jogadores brasileiros. Stoch e Falcao marcaram após cobranças de escanteio de Alex, hoje no Coritiba, e Diego, hoje no Wolfsburg, respectivamente.

Luis Felipe Scolari entregou o troféu de melhor treinador de uma equipe feminina de futebol do ano para a sueca Pia Sundhagen, que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos com a seleção feminina dos Estados Unidos. Ela agradeceu a conquista cantando "If not for you", da cantora Olivia Newton John. Concorriam ainda os treinadores Bruno Bini, da França, e Norio Sasaki, do Japão.

Já no quesito melhor treinador de equipes masculinas, não teve para ninguém. Vicente Del Bosque, atual campeão do mundo e europeu de seleções com a Espanha, desbancou o português José Mourinho e o ex-treinador do Barcelona Pep Guardiola.

Assim como já havia feito o presidente da Fifa, Joseph Blatter, na abertura da cerimônia, Del Bosque destacou a coragem do atleta ganês Kevin-Prince Boateng em abandonar o campo devido a ofensas racistas. O técnico espanhol lamentou o fato e teceu críticas ao racismo no futebol.

FifPro XI e outros premiados

Durante a cerimônia foi anunciada também a equipe que representa os 11 melhores jogadores do ano de 2012. Curiosamente, todos os atletas escolhidos jogam no campeonato espanhol e em apenas três clubes distintos. Os escolhidos foram:

Goleiro: Iker Casillas (Real Madrid – Espanha)

Lateral-direito: Dani Alves (Barcelona – Brasil)

Zagueiro: Gerard Piqué (Barcelona – Espanha)

Zagueiro: Sergio Ramos (Real Madrid – Espanha)

Lateral-esquerdo: Marcelo (Real Madrid – Brasil)

Volante: Xabi Alonso (Real Madrid – Espanha)

Meio-campo: Xavi Hernández (Barcelona – Espanha)

Meio-campo: Andrés Iniesta (Barcelona – Espanha)

Atacante – Cristiano Ronaldo (Real Madrid – Portugal)

Atacante: Lionel Messi (Barcelona – Argentina)

Atacante: Radamel Falcao (Atlético de Madrid – Colômbia)

Completaram a noite ainda os troféus entregues à Federação de Futebol do Uzbequistão (FIFA Fair Play) e a lenda do futebol alemão Franz Beckenbauer (FIFA Presidential Award), pelos serviços prestados ao futebol durante toda a sua carreira como jogador, treinador e dirigente.

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