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Sábado, 11 de setembro de 2004, 13h33  Atualizada às 13h49
Chileno pede desculpas a treinador da seleção
 
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O meio-campo chileno David Pizarro se declarou hoje, sábado, arrependido de ter criticado o técnico Juvenal Olmos por ser substituído na partida contra a Colômbia (0-0), pelas eliminatórias para a Copa 2006 e assegurou que deseja ser convocado novamente para a seleção.

Em declarações da Itália à Rádio Cooperativa, o jogador do Udinese se desculpou também ante seus companheiros da seleção e admitiu estar preocupado pelo tenso clima gerado por suas palavras.

No último dia 5, ao ser substituído no segundo tempo da partida contra a Colômbia, Pizarro chutou placas publicitárias ao sair do campo, insultou o técnico e disse que pensaria muito se fosse convocado outra vez por Olmos.

O técnico também foi criticado pelo atacante Reinaldo Navia, também substituído na partida, mas este último, jogador do América mexicano, se antecipou ao meio-campo em pedir desculpas ao treinador.

"Peço desculpas a meus companheiros que entraram nesse momento, eles me conhecem e sabem que não sou de reagir assim", afirmou Pizarro, que manifestou seu desejo de "conversar com todos".

"Isto (as eliminatórias) segue adiante com todos e não com um só, este é um esporte coletivo, por isso pedi desculpas a meus companheiros, porque com minha reação dei a entender que não posso ser substituído e não é assim", acrescentou.

Chile visitará o Equador no dia 10 de outubro, pela nona rodada das eliminatórias, e no dia 13 do mesmo mês receberá a Argentina em Santiago.

Juvenal Olmos anunciou que o 22 de setembro convocará a equipe para estas partidos e defendeu suas decisões do jogo anterior, além de ressaltar que para ele, os interesses de grupo devem sobressair sobre os individuais.

Pizarro afirmou que está consciente de que suas palavras podem significar sua exclusão da lista de Olmos para os próximos jogos, mas se declarou disposto a aprender com seus erros.

"Sou responsável pelo que disse. Se cometo um erro o reconheço, como estou fazendo neste momento, mas a autocrítica me fez crescer muito como pessoa e jogador; para chegar a um Mundial é sempre necessário aprender com os erros", afirmou.
 

EFE

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