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O Irã comemorou na quinta-feira com muita festa nas ruas a glória da classificação para a Copa do Mundo de 2006, após uma vitória contra Barein. "A grande celebração nacional. O Irã ficou acordado a noite inteira", disse o jornal estatal. "O orgulho e felicidade da nação", escreveu o conservador diário Jam-e Jam. Milhões de fãs deixaram suas casas para celebrar a vitória por 1 a 0, que deu ao Irã um lugar no torneio a ser disputado na Alemanha. É a terceira vez que o país se classifica para um Mundial. Em cenas que não eram vistas desde a vitória contra os Estados Unidos, por 2 a 1, na Copa do Mundo de 1998, jovens dançaram e gritaram ao som de música pop, além de terem soltado fogos de artifício e acionado buzinas. Algumas mulheres ousaram retirar brevemente os lenços da cabeça, uma violação ao rígido código de vestir islâmico. Um repórter da Reuters viu alguns vigilantes usarem cacetetes contra jovens em Teerã que gritavam frases contra os clérigos que comandam o país. Mas as forças de segurança no geral mantiveram-se calmas, permitindo, por pelo menos uma noite, que as pessoas se comportassem de forma que normalmente não é tolerada. As autoridades permitiram que algumas mulheres se juntassem à massa de 70 mil pessoas no estádio Azadi, em Teerã. A proibição de mulheres em partidas de futebol foi amenizada nos últimos anos, embora tal permissão tenha se limitado a esportistas e jornalistas. A nove dias das eleições presidenciais, as comemorações também tiveram um tom político. Simpatizantes dos oito candidatos entregaram folhetos nas ruas e muitos torcedores fixaram nos seus carros e em si próprios fotos e adesivos dos nomes que apóiam. A imprensa estatal noticiou que o presidente Mohammad Khatami, que foi ao estádio e aparentemente chorou após o apito final, havia prometido para os jogadores novos carros, no valor de 13 mil dólares cada, se eles conseguissem a classificação.
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