Náutico

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23 de novembro de 2012 • 16h27 • atualizado às 16h46

Revelação do Náutico, Douglas demonstra respeito e agradecimento a Lúcio

Jovem lateral Douglas Santos ressaltou a importância de Lúcio para sua cerreira
Foto: Eduardo Amorim / Brisa Comunicação e Arte - Especial para o Terra
  • Direto de Recife
 

O lateral esquerdo Douglas Santos foi a principal revelação do Náutico no Brasileiro 2012. O jogador fez boas apresentações, foi chamado duas vezes para a Seleção Brasileira Sub-20 e barrou o experiente Lúcio. Sem rivalidade com o atleta que disputava a posição, Douglinhas, como é conhecido o jogador, agradeceu ao atleta veterano, que fez fama no Palmeiras e Grêmio. O jovem lateral afirmou que mesmo depois do ex-companheiro se envolver em polêmica com o treinador Alexandre Gallo, e sair do elenco alvirrubro, continua a conversar com o ala.

Em entrevista ao Terra, Douglas Santos fala também sobre a rejeição no Corinthians e o "peneirão" que lhe levou a entrar no Náutico, no início deste ano. O jogador ressalta a importância do seu empresário para sua entrada no clube alvirrubro. Por coincidência, Alexandre Gallo ameaça entrar com processo contra Lúcio justamente por afirmações do jogador que dão a entender que ele favorece alguns atletas no elenco, por conta de relações financeiras.

Sem entrar em polêmicas, Douglinhas curte o momento. Afinal, até pouco tempo ele não sonhava em participar da Série A e agora já marcou seu primeiro gol no Brasileiro, deu assistência na Seleção e ganhou até troféu pelo Brasil. Ele espera agora conseguir a vaga na Sul-Americana, maior objetivo do Náutico nas últimas duas rodadas, já que os alvirrubros garantem que não estão nem pensando em rebaixamento. E também a convocação para o Sul-Americano Sub-20, que já acontece na próxima segunda-feira.

Confira na íntegra a entrevista com o lateral Douglas Santos:

Terra: Como foi a lesão que quase impediu sua carreira. O que aconteceu e quando? Você temeu o futuro no futebol?
Douglas Santos:
Eu estava na minha cidade João Pessoa, jogando futsal pela minha escola. Em um lance ocasional do Campeonato Paraibano, uma travada, infelizmente tive uma fratura no fêmur. Mas quando eu estava machucado em casa tinham amigos meus que iam lá, perguntavam se eu ainda ia continuar a jogar futebol. Ficava uma interrogação na minha cabeça. Mas isso me deu força. Passei um ano e um mês sem treinar. E no começo da lesão eu pensei sim em desistir, foi quando eu estava sem andar, dois meses de cama, mas graças a Deus deu tudo certo.

Terra: E na sua passagem pelo Corinthians, por que te recusaram?
Douglinhas:
Fui pra lá através do pai de um amigo meu que jogava comigo, ele tinha conhecimento e me levou pra fazer um teste. Passei duas semanas lá, fiz o meu trabalho bem, que eu vi que trabalhei bem, mas ai acontece porque no mundo do futebol tem de ter empresário para conseguir alguma coisa. E eu não tive, mas graças a Deus deu tudo certo e estou aqui no Náutico

Terra: Como e quando o Náutico te acolheu?
Douglinhas:
O responsável foi meu empresário mesmo, Roberto Dantas, que apostou em mim, porque quando eu cheguei era "peneirão", mas eu consegui passar no teste. E cheguei no profissional através do professor Waldemar Lemos e do (ex-atacante e auxiliar técnico) Kuki. Está dando certo.

Terra: Entre tantas dificuldades, que sensação te dá esse ótimo Campeonato Brasileiro?
Douglinhas:
Nem pensei que eu ia jogar o Brasileiro quando cheguei aqui no início do ano. Mas quem trabalha, Deus ajuda. Eu comecei a jogar, primeiro jogo foi contra a Ponte Preta, entrei no segundo tempo como volante e dai fui ganhando confiança. O professor Gallo foi me dando oportunidades, consegui trabalhar bem e é um sonho realizado para mim. Por que a Série A é uma coisa muito importante para qualquer jogador.

Terra: Em suas entrevistas você sempre destacou a importância de Lúcio para você ganhar confiança. Depois da saída dele, quem são os jogadores que lhe dão força e te aconselham aqui no Náutico?
Douglinhas:
Até o Lúcio mesmo, eu ainda converso com ele. Ele sempre fala a mesma coisa que sempre falou pra mim, para tocar a bola no começo do jogo. Procurar sempre começar bem, para ter mais confiança no jogo e me mandar mais pra frente para ajudar nosso time a vencer. E tem Martinez que sempre conversa comigo, Elicarlos, até o próprio João Paulo sempre me dá força também.

Terra: E em relação a Seleção Brasileira Sub-20, como foram as suas passagens e qual a expectativa agora?
Douglinhas:
A passagem foi boa. A última vez foram dois jogos contra o Paraguai, lá no Paraguai. Joguei nos dois jogos, os dois tempos. Tive oportunidade de dar um passe pra gol e conquistar um troféu que é muito importante para minha carreira.

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Brisa Comunicação e Arte - Especial para o Terra