A lei sul-africana determina que todo estrangeiro que queira exercer uma profissão no país precisa de uma licença de trabalho antes de obter o emprego. Parreira, segundo o jornal The Sowetan, está na África do Sul com um visto temporário.
De acordo com o jornal, os assessores brasileiros de Parreira também estão trabalhando sem permissão.
O porta-voz da associação sul-africana de futebol, Morio Sanyane, confirmou que o treinador não tem a licença de trabalho, mas afirmou que os papéis estão em tramitação e acrescentou que houve um atraso na solicitação.
O Ministério do Interior confirmou que Parreira não tem a documentação necessária, mas que autorizou o Ministério de Esportes a contratar o brasileiro com visto de visitante.
Um porta-voz do Ministério do Interior, Mantshele Tau, explicou que "em circunstâncias normais, um estrangeiro que trabalhe sem permissão seria multado em 20 mil rands" (US$ 2,8 mil).
"As companhias que contratam estrangeiros sem licença também podem ser multadas", acrescentou. A licença de trabalho demora 30 dias para ser expedida.
Carlos Alberto Parreira chegou no dia 26 de janeiro à África do Sul para ser o novo treinador da seleção de futebol. Seu salário mensal, de quase US$ 257 mil, gerou fortes críticas no país, porque é maior que os vencimentos anuais do presidente sul-africano, Thabo Mbeki.

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