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 Parreira é liberado para trabalhar na África do Sul
12 de fevereiro de 2007 14h06 atualizado às 14h37

O técnico brasileiro Carlos Alberto Parreira recebeu nesta segunda-feira a liberação das autoridades da África do Sul para trabalhar no comando da seleção do país. O treinador sendo impedido de trabalhar com esta equipe por não contar com a autorização necessária.

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O ministério do Interior confirmou que Parreira, 64 anos, tem a permissão de desenvolver seu trabalho a partir desta data. O brasileiro está na África do Sul desde o último dia 26 de janeiro.

Embora o contrato de Parreira com a Associação Sul-Africana de Futebol (Safa) tenha sido assinado no dia 16 de agosto, a documentação necessária não tinha sido apresentada até agora. Porta-vozes do ministério do Interior disseram que o pedido de licença de trabalho foi apresentada na última quarta, dias após Parreira se apresentar à imprensa.

No entanto, a documentação que a Safa apresentou estava incompleta, e na última sexta foi pedido à entidade que completasse os trâmites. "A Safa enviou hoje todos os documentos que faltavam para o técnico, e agora ele tem a licença de trabalho", diz um comunicado oficial do ministério do Interior.

As autoridades, dizem a nota, "resolveram o assunto com a necessária rapidez considerando a preparação do país para a próxima Copa do Mundo", que acontecerá na África do Sul em 2010. No geral, a concessão de uma licença de trabalho para um estrangeiro demora várias semanas, o que faz com que Parreira seja um privilegiado.

A porta-voz Cleo Mosana confirmou que, apesar de Parreira já ter a permissão, seu assistente, o também brasileiro Jairo Leal, não conta com o documento, pois não foram recebidos todos os papéis. "O assistente não pode trabalhar", declarou a porta-voz.

Inicialmente, foi divulgado que o pedido para que Parreira pudesse trabalhar na África do Sul tinha sido apresentado no ano passado, mas Mosana confirmou que só chegou a este departamento na quarta passada.

Não se sabe a causa de os representantes da Safa terem demorado tanto para solicitar a permissão, considerando que o contrato foi assinado há seis meses.

Parreira foi à África do Sul com um contrato de quase quatro anos e um salário de cerca de US$ 275 mil mensais, quantia que é superior ao que o presidente do país, Thabo Mbeki, recebe durante todo o ano.

EFE
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