O técnico brasileiro, escolhido para guiar a seleção sul-africana na preparação para a Copa de 2010 que será realizada no país, recebeu a licença de trabalho na segunda-feira, enquanto seu assistente Jairo Leal foi legalizado nesta terça, informou a porta-voz da Secretaria do Interior, Cleo Mosana.
Mosana acrescentou que as autoridades, entretanto, entrarão com processo contra a Associação Sul-Africana de Futebol (Safa) por ter empregado os dois funcionários sem a documentação necessária, mas Parreira e Leal serão estão isentos de culpa.
"A acusação será contra o empregador, o que significa a Safa", disse Mosana. "As acusações serão apresentadas em uma delegacia policial. Há um processo em andamento."
O porta-voz da Safa, Morio Sanyane, disse que a entidade não recebeu nenhuma comunicação formal de processo por parte da Secretaria do Interior, mas que cooperaria para solucionar o mal entendido.
"Nós reconhecemos que atrasamos um pouco porque estávamos esperando alguns documentos, mas assim que tivéssemos todos os documentos necessários o pedido seria enviado", disse.
"Mas respeitamos a lei e seja qual for a decisão que a secretaria tomar." Parreira é considerado um possível salvador do futebol sul-africano, que não consegue se recuperar desde que conquistou a Copa das Nações Africanas de 1996.
O salário de US$ 250 mil por meses pagos ao treinador brasileiro despertou fúria na África do Sul, mas o porta-voz da Safa disse ter certeza que Parreira é o homem certo para levar a equipe ao sucesso em 2010.
"O senhor Parreira não é apenas um técnico comum, ele é um técnico de Copa do Mundo. Ele tem um histórico impecável e foi uma decisão da Safa trazer o senhor Parreira para restaurar os dias de glória da seleção e vamos fazer tudo para apoiá-lo."

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