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Esportes

 
 

Afeganistão volta a disputar a Olimpíada

29 de junho de 2003 11h53

Praga - A Executiva do COI suspendeu neste domingo o embargo que pesava desde 1999 sobre o Comitê Olímpico do Afeganistão, que poderá participar dos Jogos de Atenas 2004, e propôs à assembléia a admissão do Timor Leste como novo membro, o que elevaria para 202 o número de comitês reconhecidos.

Segundo expôs o espanhol Pere Miró, diretor do COI para relações com os comitês nacionais, no Afeganistão já não se dão as condições que levaram à suspensão do organismo local, entre elas a rejeição à participação feminina nas atividades esportivas.

Segundo Miró, as mulheres desempenham agora "um papel proeminente" na organização e competição esportiva no Afeganistão, expôs a porta-voz do COI, Giselle Davies.

A suspensão imposta em outubro de 1999, durante o regime Talibã, impediu a participação dos desportistas afegãos nos Jogos de Sydney. Agora poderão competir nos de Atenas, no próximo ano, desde que se classifiquem ou obtenham convite para isso.

Sobre o Timor, a assembléia deve ratificar sua admissão, transformando a representação esportiva, que marcou sua presença em Sidney com alguns atletas, em comitê nacional de pleno direito.

A Comissão Executiva do COI, reunida hoje em Praga, estudará a situação do comitê olímpico iraquiano, em cuja reconstrução trabalhou durante as últimas semanas. Também se ratificou o novo calendário de revisão do programa olímpico já exposto em maio em Madri: a Sessão de Atenas 2004 aprovará os novos critérios para que um esporte possa manter-se, entrar ou sair dos Jogos e a de Cingapura em 2005 determinará que disciplinas cumprem esses critérios.

Enquanto isso, um grupo de observadores fará durante os Jogos de Atenas um acompanhamento especial dos três esportes que correm mais perigo de desaparecer dos Jogos: o softbol, o beisebol e o pentatlo moderno. Se seu desenvolvimento não for considerado satisfatório em termos de interesse e universalidade, ficariam fora do programa de Pequim 2008.

A Executiva do COI em Praga, que seria a última de François Carrard como diretor-geral do organismo, não conta por enquanto com a presença do suíço, que sofreu uma queda e permanece em repouso com uma costela quebrada. Durante as reuniões desta semana será apresentado seu sucessor, o compatriota Urs Lacotte.

Redação Terra