Os dois times realizaram 12 jogos antes de chegar à final Com exceção dos gols tomados, o Vitória leva vantagem em todos os critérios sobre o seu adversário. Nos 12 jogos, o Vitória obteve 9 triunfos, 2 empates e perdeu apenas uma vez (para o próprio Bahia, em jogo realizado na Fonte Nova). O time rubro-negro marcou 29 gols, tomou 10 e conquistou 29 pontos.
O Vitória tem ainda dois dos principais artilheiros da competição: os atacantes Gilmar (que é reserva), com seis gols, e Obina, que marcou cinco vezes. Nos mesmos 12 jogos, o Bahia conquistou 8 vitórias, empatou uma vez e perdeu três. O ataque tricolor fez 16 gols, a defesa tomou sete e a equipe conquistou 25 pontos. Os artilheiros do Bahia são os meias Danilo e Róbson, com quatro gols cada.
Disciplinarmente, o comportamento do Bahia é melhor: o time levou 26 cartões amarelos e três vermelhos. Já o Vitória tomou 28 cartões amarelos e sete vermelhos.
Rebaixado para a Série B do Brasileiro, o Bahia utilizou o estadual para fazer um laboratório. A diretoria contratou 14 jogadores, dispensou outros dez, e ainda trouxe o técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão. De todos os jogadores contratados, os mais conhecidos são o meia Galeano, que marcou época com a camisa do Palmeiras, e o lateral Elivélton, que passou por grandes clubes brasileiros.
Já o Vitória, único representante do futebol nordestino na disputa do Brasileiro que começa dentro de alguns dias, desde o início dos anos 90 mostra superioridade em relação ao adversário, não apenas nas conquistas, mas principalmente em relação ao patrimônio.
As campanhas dos dois clubes são apenas um aperitivo para a primeira partida da decisão, que será disputada no próximo domingo, na Fonte Nova, às 17h (o segundo jogo será realizado no Barradão, no dia 18). Quando o árbitro Sálvio Spínola Fagundes autorizar o início da partida, o que mais vai chamar a atenção é a grande rivalidade (63 anos) entre os dois maiores times da Bahia.
- Redação Terra

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