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 Parreira elogia Renato e lamenta pressão sobre Dunga
11 de junho de 2008 08h25 atualizado às 08h36

Longe das cobranças comuns a quem comanda qualquer time ou seleção, Carlos Alberto Parreira tem experimentado o outro lado da moeda. Esteve no Maracanã na última quarta-feira e viu o seu Fluminense eliminar o Boca Juniors da Copa Libertadores da América.

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Ele entende bem o sentimento de Renato Gaúcho, assim como a pressão que Dunga enfrentará depois da derrota para a Venezuela. Mas acredita que tudo dará certo para os dois e prevalecerá a força do futebol brasileiro.

Ontem, no lançamento da Maratona do Rio, Parreira disse que só não vai correr porque tem um encontro marcado com o médico José Luiz Runco depois das duas rodadas das Eliminatórias: "Vou operar o joelho".

LIBERTADORES
"O Fluminense chegou à final e agora não tem para ninguém! O time tem mostrado muita luta e superação. Tomou gol em todos os jogos e foi buscar o resultado que precisava. Estive no Maracanã, contra o Boca Juniors, e fiquei encantado. Tinha cara de final de Copa".

RECONHECIMENTO
"Gostei da alegria da torcida. Fui muito cumprimentado e estarei na final. Todo mundo me abraçava. Foi uma experiência diferente assistir no meio da torcida"

VENEZUELA
"Já estava sendo esperada uma dessas a qualquer momento. A Venezuela teve um crescimento incrível nos últimos quatro anos, está em quinto nas Eliminatórias e tem vários jogadores no exterior. O Dunga pagou caro pelas experiências que fez. Foi um resultado histórico".

ELIMINATÓRIAS
"No jogo contra o Paraguai, a coisa muda. O Dunga vai colocar o time mais experiente. Já contra a Argentina eles vão bem em casa e nós vamos bem aqui. O trabalho na Seleção está sendo muito bem executado".

EQUIPE OLÍMPICA
"É complicado. Nós nunca tivemos um projeto de Seleção Olímpica. A duas semanas dos Jogos, vamos juntar jogadores e torcer. Pelos valores, temos time para ganhar, mas falta entrosamento. Não é uma crítica. O Brasil nunca deu importância à Olimpíada e na hora pensa em medalha".

DUNGA NA CHINA
"Tecnicamente, é correto o técnico da Seleção principal dirigir a equipe numa Olimpíada, para ter a oportunidade de ver de perto jogadores que poderão ser utilizados mais tarde. No Brasil, há essa mentalidade e cobrança estúpida que não deveria existir, de que se perder a medalha compromete o cargo na principal. Aconteceu com o Vanderlei Luxemburgo. Sob esse aspecto, é arriscado".

SAUDADE DA SELEÇÃO?
"Estou com saudade da rotina do futebol. Mas até dezembro estou de férias e quero viajar para a Europa".

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