Atlético e Cruzeiro fazem, neste domingo, a partir das 16h, o jogo que decide o 69º Campeonato Mineiro. O time celeste, atual campeão brasileiro, não manda em casa: enquanto foi campeão por 30 vezes, seu rival já venceu por 38.
Mas o Cruzeiro, na teoria, está em vantagem para essa final de 2004: venceu o primeiro confronto por 3 a 1 e pode perder por até um gol de diferença para obter o bicampeonato.
Mas embora estejam em vantagem, os jogadores do Cruzeiro são unânimes em afirmar que nada está definido e que o respeito ao adversário é a principal arma para a conquista do campeonato. Os atleticanos, por sua vez, dizem que o título é questão de honra, principalmente porque a equipe não conquista nenhuma competição desde 2000.
Desta vez, o técnico Paulo César Gusmão não terá à sua disposição apenas o volante Maldonado, expulso no primeiro confronto após uma briga com Zé Luis. O meio-campo atleticano, inclusive, saiu do campo no último domingo acusando o cruzeirense de o ter ofendido com palavras racistas.
Já Paulo Bonamigo, técnico atleticano, que tenta manter seus atletas motivados, precisa também administrar a bronca da torcida, principalmente com os dois laterais da equipe, Carlinhos e Michel. Ambos foram muito vaiados no primeiro duelo da final e a torcida ainda não se convenceu com o futebol apresentado pelos dois.
Aliás, o duelo entre os treinadores é um dos aspectos interessantes deste clássico. Gusmão tenta se desvencilhar do estigma de ser somente o antigo auxiliar de Vanderlei Luxemburgo. Já Bonamigo espera acabar de vez por todas com as especulações, cada vez mais freqüentes, de que será demitido caso não conquiste o estadual.
Violência
O primeiro jogo da final ficou marcado pela violência entre as torcidas rivais, tanto na parte interna quanto na parte externa do Mineirão. E para evitar que os conflitos se repitam, a Polícia Militar de Minas Gerais já se mobilizou para o clássico deste domingo.
O efetivo colocado para o policiamento será agora três vezes maior. No estádio, estão proibidos os torcedores com bandeiras. As organizadas serão monitoradas de perto.
Embora a cúpula da Polícia Militar negue, as medidas foram tomadas em função da morte do torcedor Francisco Agnaldo Felício, de 24 anos, assassinado num briga de torcidas quando se dirigia para o Mineirão.
- Redação Terra

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