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 São Caetano derruba sina do vice e levanta a taça
18 de abril de 2004 17h53 atualizado às 17h53

Marcinho comemora o primeiro gol do São Caetano . Foto: Rogério Lorenzoni/Terra

Marcinho comemora o primeiro gol do São Caetano
Foto: Rogério Lorenzoni/Terra

O São Caetano acabou com a sina de vice-campeão que o perseguia: venceu o Paulista de Jundiaí, por 2 a 0, e levou o título de campeão paulista de 2004. Depois de haver perdido duas finais de Campeonato Brasileiro e outra de Libertadores, a equipe do ABC conseguiu, em seus apenas 14 anos de existência, levantar a taça de um campeonato de primeira divisão.

O Paulista começou o jogo a toda velocidade. Sabendo que precisava vencer por dois gols de diferença para levar a decisão pelo menos para os pênaltis, o lateral Galego pegou uma bola pela esquerda, mas errou na hora do cruzamento.

Mas foi praticamente a única jogada do Paulista nos primeiros dez minutos. O São Caetano, melhor disposto taticamente dentro do campo, passou a dominar o meio-campo e pressionar a saída de bola do time de Jundiaí: criou duas ótimas oportunidades até os 13 minutos.

Aos 4min, Euller foi lançado em profundidade. A bola estava mais para o zagueiro Asprilla que falhou no corte. O goleiro Márcio teve que abandonar o gol para salvar com um chutão.

Aos 13min, Marcinho fez boa jogada pela direita e cruzou rasteiro na segunda trave para Euller. O atacante, sozinho na área, perdeu um gol incrível e chutou por cima da trave.

Aos 16min, o Paulista ainda deu uma pequena mostra de que poderia reagir. Canindé cruzou da esquerda, Aílton ganhou da zaga e cabeceou no canto, mas Silvio Luiz fez uma defesa espetacular no pé da trave.

A jogada, na verdade, despertou o São Caetano. O time do ABC, que já dominava a partida, saiu na frente aos 20min: Fabrício Carvalho enfiou lançamento em profundidade para Marcinho. Ele ganhou na velocidade e chutou, sem perigo, mas a bola desviou em Danilo e enganou Márcio.

Com a vantagem parcial no marcador, o São Caetano recuou, passou a marcar em seu campo e tentou explorar os contra-ataques. Mas a tática não funcionou. O Paulista passou a ter mais posse de bola e, mesmo sem ameaçar Silvio Luiz, dominar as ações do meio-campo.

Irritado, o técnico Muriciy Ramalho gesticulava sem parar à beira do gramado. E de tanto reclamar com seus próprios jogadores, levou uma dura do juiz Sálvio Spinola aos 28min. Mas não foi em vão. A equipe do ABC mudou sua postura novamente e voltou a mandar no jogo.

E perdeu uma chance incrível de gol, aos 33min, nos pés de Marcinho: ele aproveitou nova bobeada de Asprilla e saiu na cara de Márcio, mas chutou raspando a trave esquerda de Márcio.

A partir deste momento, Zetti mandou seu time atacar. O treinador sabia que um gol no primeiro tempo seria decisivo nas pretensões de tentar marcar mais dois para levar a decisão do título para os pênaltis. E o Paulista se mandou e criou boas chances: com Aílton e Galego.

A melhor chance, contudo, aconteceu aos 47min: Canindé sofreu falta na entrada da área. O lateral Galego bateu forte e a bola acertou a trave direita de Silvio Luiz.

No segundo tempo, o Paulista tentou manter o mesmo ritmo do final do primeiro tempo, mas o São Caetano melhorou muito a marcação na saída de bola e soube ameaçar em rápidos contra-ataques.

Aos 16min, por exemplo, Fabrício Carvalho recebeu ótima bola em velocidade e invadiu a área, mas o goleiro Márcio se adiantou e conseguiu segurar antes do atacante.

A torcida do São Caetano gritava "é campeão, é campeão" e jogava para fora toda frustração e angústia das últimas decisões. Mas mesmo assim levou um grande susto aos 23min: Izaías cobrou uma falta da entrada área e Silvio Luiz, sem poder fazer nada, só torceu para que a bola saísse.

Até perigo de gol do adversário era comemorado pelos torcedores do ABC. A partida, então, ganhou contornos dramáticos. A ansiedade dos jogadores do São Caetano e o desespero do pessoal de Jundiaí. Isso favorecia ao time do ABC que, aos 28min, teve outra boa oportunidade: Mineiro chutou, de fora da área, e Márcio fez uma linda defesa.

Depois deste lance, o futebol praticamente acabou. O São Caetano tocava a bola e o Paulista, apesar de muita luta, não conseguia mais a lucidez suficiente para desenvolver as jogadas.

Mesmo assim, aos 35min, Silvio Luiz salvou, num chute de Izaías, o que seria o gol de empate da equipe de Jundiaí. E aos 40min, Marcinho arrancou do meio-campo, driblou Márcio, mas foi travado por Asprilla.

Mas aos 43min, Mineiro não perdoou: recebeu uma bola, dentro da área, pela direita, deu um drible em Danilo e fuzilou Márcio: 2 a 0.

A torcida do São Caetano sentiu então, de uma vez por todas, que a sina de vice havia chegado ao fim. E gritou, cantou e dançou no Pacaembu, como se estivesse no Anacleto Campanella.

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Ficha técnica
SÃO CAETANO 2X0 PAULISTA
Local:Estádio Pacaembu, em São Paulo.
Juiz:Salvio Spinola Fagundes Filho.
Público e renda:Renda: R$ 414.320,00. Público: 25.221 torcedores
SÃO CAETANO PAULISTA
Gols

Marcinho aos 20min do 1º
Mineiro aos 42min do 2º tempo

 
Cartões amarelos

Anderson Lima
Marcelo Mattos
Serginho

Alemão
Asprilla

Equipes

Sílvio Luiz
Ânderson Lima
Dininho
Serginho
Triguinho
Marcelo Mattos
Mineiro
Gilberto
Marcinho (Lúcio Flávio)
Euller (Warley)
Fabrício Carvalho (Fábio Santos)

Técnico: Muricy Ramalho

Márcio
Lucas
Asprilla
Danilo
Galego
Umberto (Mossoró)
Alemão
Canindé
Aílton (Fábio Melo)
Izaías
João Paulo (Davi)

Técnico: Zetti

Redação Terra