Marcinho comemora o primeiro gol do São Caetano
Foto: Rogério Lorenzoni/Terra
O São Caetano acabou com a sina de vice-campeão que o perseguia: venceu o Paulista de Jundiaí, por 2 a 0, e levou o título de campeão paulista de 2004. Depois de haver perdido duas finais de Campeonato Brasileiro e outra de Libertadores, a equipe do ABC conseguiu, em seus apenas 14 anos de existência, levantar a taça de um campeonato de primeira divisão.
O Paulista começou o jogo a toda velocidade. Sabendo que precisava vencer por dois gols de diferença para levar a decisão pelo menos para os pênaltis, o lateral Galego pegou uma bola pela esquerda, mas errou na hora do cruzamento.
Mas foi praticamente a única jogada do Paulista nos primeiros dez minutos. O São Caetano, melhor disposto taticamente dentro do campo, passou a dominar o meio-campo e pressionar a saída de bola do time de Jundiaí: criou duas ótimas oportunidades até os 13 minutos.
Aos 4min, Euller foi lançado em profundidade. A bola estava mais para o zagueiro Asprilla que falhou no corte. O goleiro Márcio teve que abandonar o gol para salvar com um chutão.
Aos 13min, Marcinho fez boa jogada pela direita e cruzou rasteiro na segunda trave para Euller. O atacante, sozinho na área, perdeu um gol incrível e chutou por cima da trave.
Aos 16min, o Paulista ainda deu uma pequena mostra de que poderia reagir. Canindé cruzou da esquerda, Aílton ganhou da zaga e cabeceou no canto, mas Silvio Luiz fez uma defesa espetacular no pé da trave.
A jogada, na verdade, despertou o São Caetano. O time do ABC, que já dominava a partida, saiu na frente aos 20min: Fabrício Carvalho enfiou lançamento em profundidade para Marcinho. Ele ganhou na velocidade e chutou, sem perigo, mas a bola desviou em Danilo e enganou Márcio.
Com a vantagem parcial no marcador, o São Caetano recuou, passou a marcar em seu campo e tentou explorar os contra-ataques. Mas a tática não funcionou. O Paulista passou a ter mais posse de bola e, mesmo sem ameaçar Silvio Luiz, dominar as ações do meio-campo.
Irritado, o técnico Muriciy Ramalho gesticulava sem parar à beira do gramado. E de tanto reclamar com seus próprios jogadores, levou uma dura do juiz Sálvio Spinola aos 28min. Mas não foi em vão. A equipe do ABC mudou sua postura novamente e voltou a mandar no jogo.
E perdeu uma chance incrível de gol, aos 33min, nos pés de Marcinho: ele aproveitou nova bobeada de Asprilla e saiu na cara de Márcio, mas chutou raspando a trave esquerda de Márcio.
A partir deste momento, Zetti mandou seu time atacar. O treinador sabia que um gol no primeiro tempo seria decisivo nas pretensões de tentar marcar mais dois para levar a decisão do título para os pênaltis. E o Paulista se mandou e criou boas chances: com Aílton e Galego.
A melhor chance, contudo, aconteceu aos 47min: Canindé sofreu falta na entrada da área. O lateral Galego bateu forte e a bola acertou a trave direita de Silvio Luiz.
No segundo tempo, o Paulista tentou manter o mesmo ritmo do final do primeiro tempo, mas o São Caetano melhorou muito a marcação na saída de bola e soube ameaçar em rápidos contra-ataques.
Aos 16min, por exemplo, Fabrício Carvalho recebeu ótima bola em velocidade e invadiu a área, mas o goleiro Márcio se adiantou e conseguiu segurar antes do atacante.
A torcida do São Caetano gritava "é campeão, é campeão" e jogava para fora toda frustração e angústia das últimas decisões. Mas mesmo assim levou um grande susto aos 23min: Izaías cobrou uma falta da entrada área e Silvio Luiz, sem poder fazer nada, só torceu para que a bola saísse.
Até perigo de gol do adversário era comemorado pelos torcedores do ABC. A partida, então, ganhou contornos dramáticos. A ansiedade dos jogadores do São Caetano e o desespero do pessoal de Jundiaí. Isso favorecia ao time do ABC que, aos 28min, teve outra boa oportunidade: Mineiro chutou, de fora da área, e Márcio fez uma linda defesa.
Depois deste lance, o futebol praticamente acabou. O São Caetano tocava a bola e o Paulista, apesar de muita luta, não conseguia mais a lucidez suficiente para desenvolver as jogadas.
Mesmo assim, aos 35min, Silvio Luiz salvou, num chute de Izaías, o que seria o gol de empate da equipe de Jundiaí. E aos 40min, Marcinho arrancou do meio-campo, driblou Márcio, mas foi travado por Asprilla.
Mas aos 43min, Mineiro não perdoou: recebeu uma bola, dentro da área, pela direita, deu um drible em Danilo e fuzilou Márcio: 2 a 0.
A torcida do São Caetano sentiu então, de uma vez por todas, que a sina de vice havia chegado ao fim. E gritou, cantou e dançou no Pacaembu, como se estivesse no Anacleto Campanella.
| Ficha técnica | ||
| SÃO CAETANO 2X0 PAULISTA | ||
| Local: | Estádio Pacaembu, em São Paulo. | |
| Juiz: | Salvio Spinola Fagundes Filho. | |
| Público e renda: | Renda: R$ 414.320,00. Público: 25.221 torcedores | |
| SÃO CAETANO | PAULISTA |
| Gols | |
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Marcinho aos 20min do 1º | |
| Cartões amarelos | |
| Anderson Lima | Alemão |
| Equipes | |
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Sílvio Luiz Técnico: Muricy Ramalho | Márcio Técnico: Zetti |
- Redação Terra

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