No Palácio da Guanabara, Lula descarta rótulo de "azarão"
Foto: Reuters
Mesmo concorrendo com as favoritas Chicago, Madri e Tóquio para ser palco dos Jogos Olímpicos de 2016 e receber a primeira edição sul-americana do principal evento do esporte mundial, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, acredita que o Rio de Janeiro não entra na disputa com o rótulo de "azarão".
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Após ser anunciada finalista no último dia 4 de junho, em cerimônia do Comitê Olímpico Internacional (COI), realizada em Atenas, na Grécia, a capital fluminense foi apenas a quarta cidade da lista, conquistando a última vaga entre as sobreviventes.
Porém, nem mesmo isso desanima o presidente brasileiro, que vê chances iguais entre as quatro candidatas para 2016. Para ele, a disputa será reiniciada agora e pode ser comparada ao segundo turno de eleições presidenciais.
"O Brasil ficou em quarto, mas nem por isso não tem chances ou chances menores. É uma bobagem. Isso é como eleições no segundo turno, uma outra disputa. Às vezes, quem ganha o primeiro turno não leva as eleições", disse Lula, no Palácio da Guanabara, durante anúncio dos recursos destinados para receber a competição.
Para o presidente, o Rio de Janeiro pode superar as suas rivais na disputa e receber a competição caso consiga se organizar e adaptar a cidade às exigências do COI nos próximos anos. Para atingir o objetivo, Lula pediu um esforço adicional e prometeu elaborar um protocolo para definir as atribuições do governo federal, estadual e municipal.
"Precisamos fazer isso quase como uma profissão de fé. Assumir isso enquanto um compromisso federal, estadual e municipal. Se não tiver um compromisso, ficaremos um empurrando para o outro. Cachorro com muito dono morre de fome. Temos que ver qual é o papel que cabe a cada um de nós", disse.
Confiante no bom papel da capital fluminense caso seja escolhida como sede da Olimpíada de 2016, Lula apontou falhas na organização do último Mundial, realizado na Alemanha, e acredita que sempre os erros brasileiros são mais visíveis.
"Eu duvido que tenha algum país que assuma o compromisso de fazer um evento desses e não ter nenhum falha. Aqui sempre é mais visível. Na Copa do Mundo eu estava vendo as falhas dos árbitros, que ninguém mostrava. Aqui nós somos mais transparentes, somos mais calientes e mostramos as nossas falhas", disse.
"Temos que recuperar a nossa auto-estima e ir para cima dos nossos concorrentes. Se, ao invés de olhar os nosso defeitos, olhássemos os defeitos dos outros e as nossas virtudes, poderíamos perceber que ninguém tem mais chances do que nós. Hoje o Brasil é muito mais respeitado do que era antes. Sou brasileiro e não desisto nunca e acho que vamos vencer essa parada", completou.
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- Redação Terra

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