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 Ministério do Esporte se defende: surgiram dificuldades para o Pan
25 de setembro de 2008 19h50

O Ministério do Esporte divulgou nota nesta quinta-feira em resposta ao relatório sobre acompanhamento dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro 2007, elaborado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em que foram apontadas falhas no processo de organização as quais acarretaram o aumento exagerado nos custos com o evento.

No texto do TCU, o ministro e relator Marcos Vinicios Vilaça havia destacado especialmente que a União teve uma participação 26% maior do que era estimado, passando de 24% em 2001 para 50% em fevereiro de 2007. Já a iniciativa privada, que colaboraria com cerca de 30% no projeto original, desapareceu no fechamento das contas.

De acordo com as informações do ministério, divulgadas nesta quinta, o planejamento inicial dos Jogos previa uma maior responsabilidade por parte da prefeitura do Rio de Janeiro e do Comitê Organizador dos Jogos (Co-Rio), com ainda uma significativa captação de recursos privados. A nota afirma, porém, que "dificuldades surgidas na operacionalização desse modelo incial obrigaram o Ministério do Esporte a intervir".

O informe ressalta ainda que as solicitações demandadas pelo TCU "foram e estão sendo respondida pelo Ministério do Esporte dentro dos prazos estabelecidos", não havendo pendência para com o Tribunal.

Mesmo considerando o Ministério do Esporte o maior responsável pelo planejamento precário, Vilaça, entretanto, não havia deixado de co-responsabilizar o Estado, o Município e o Comitê Organizador dos Jogos (CO-Rio) pelas falhas.

Nesta quinta, o Ministério do Esporte ressaltou, em brando tom, "o sucesso dos Jogos Pan-americanos e a decisiva contribuição do TCU para esse resultado", contradizendo o documento de 143 páginas, em que Vilaça questiona o sucesso apontado pelo Comitê Olímpico Brasileiro após o encerramento do evento.

Redação Terra