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 Candidato único, Nuzman é reeleito presidente do COB
02 de outubro de 2008 23h34 atualizado às 23h38

A eleição para a presidência do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) não surpreendeu ninguém. Candidato único, Carlos Arthur Nuzman foi reeleito por aclamação, nesta quinta-feira, em um hotel da zona sul do Rio de Janeiro, para comandar a entidade até o final de 2012.

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Desde 1995 no poder do COB, ao cabo do novo mandato, Nuzman irá completar 17 anos à frente da entidade. Neste tempo, o presidente esteve no comando durante as Olimpíadas de Atlanta, em 1996, Sydney, em 2000, Atenas, em 2004 e Pequim, em 2008.

Nos Jogos de 1996, o Brasil chegou à marca de 15 medalhas olímpicas, sendo três delas de ouro. Em Sydney, 2000, o desempenho caiu tanto no total de pódios quando nas vitórias - o País conquistou 12 medalhas ao todo, e nenhuma delas foi dourada.

Em Atenas, 2004, o Brasil chegou ao recorde de medalhas de ouro - cinco -, mas o número total de pódios caiu para dez. Nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, o desempenho dos atletas brasileiros, em medalhas de ouro, foi inferior ao da Olimpíada na Grécia, conquistando apenas três medalhas douradas, mas os atletas chegaram entre os três melhores nas modalidades em que competiram por 15 vezes, como em Atlanta.

Além das participações olímpicas, a administração de Nuzman ficou marcada pela escolha do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Pan-Americanos de 2007, que ficou marcado não só pelos triunfos brasileiros, mas também pelos gastos públicos que excederam a previsão inicial.

Dos R$ 390 milhões que foram orçados a princípio, a cifra saltou para os R$ 3,3 bilhões gastos, de fato, o que gerou críticas e cobranças por parte do Tribunal de Contas da União. Com isso, o TCU determinou, no dia 24 de setembro, que o Ministério do Esporte prestasse contas dos gastos envolvidos na organização do Pan em até 30 dias.

Gazeta Press