"Não há nada demais", resumiu Rob Faulkner, porta-voz da entidade que, no entanto, já estuda uma punição ao goleiro italiano Gianluigi Buffon e ao presidente da federação italiana, Franco Carraro. Os dois acusaram as seleções rivais de terem manipulado o resultado do jogo.
O resultado era tão esperado que a bolsa de apostas ofereceu o menor prêmio (7/2) da história de um jogo competitivo para o placar de 2 a 2.
"A maneira como o jogo se desenvolveu mostra que as duas equipes procuravam o empate", acusou Carraro, que viu sua seleção desclassificada mesmo após a vitória sobre a Bulgária por 2 a 1.
O técnico dinamarquês Morten Olsen classificou como "ridícula" a declaração do cartola italiano e respondeu: "Todos que viram o jogo sabem que ninguém tentou fabricar o resultado".
"Fico triste pela Itália. Gosto do futebol italiano e adoraria vê-lo nas quartas-de-final", disse o atacante dinamarquês Tomasson, que atua no Milan, atual campeão italiano. Autor dos dois gols no empate de terça, ele abriu o placar com um golaço por cobertura. "Não teve nada combinado. Como eu combinaria aquele primeiro gol?", completou.
Para o atacante sueco Larsson, do Celtic, da Escócia, nem mesmo Steven Spielberg, diretor de filmes de Hollywood, poderia armar o cenário visto no Grupo C. "Estou triste pelos italianos, mas assim é o futebol. Eles deveriam ter feito um trabalho melhor e vencido os dois jogos anteriores ao invés de ficar reclamando agora", disparou.
"Isso foi uma vergonha. Um péssimo exemplo para as crianças. Não posso acreditar que dois países tão orgulhosos de seu fair-play (jogo limpo) tenham feito isso", disparou o italiano Buffon. "Alguém tem que ter vergonha do que aconteceu e não somos nós", finalizou.
Segunda colocada no grupo, a Dinamarca vai encarar nas quartas-de-final a República Checa, que já tem o primeiro lugar assegurado no Grupo D. Já a Suécia aguarda a Holanda ou Alemanha, que voltam a campo nesta quarta-feira, com acompanhamento ao vivo do Terra Esportes.
- Redação Terra

Assista agora »
Assista agora »
