"Eu não sei sobre o meu futuro com a Itália", disse Trapattoni a repórteres após a eliminação, apesar da vitória por 2 a 1 sobre a Bulgária.
"Tenho contrato até 15 de julho e um relacionamento excelente com a federação. Como um filósofo disse, o futuro traz oportunidades", disse o treinador de 65 anos.
Questionado se pensa em renunciar antes do final do contrato, Trapattoni, que assumiu o lugar de Dino Zoff pouco depois da derrota para a França na Eurocopa de 2000, disse: "Meu contrato termina em 15 de julho. Não vejo problema".
Os comentários deixaram uma forte impressão de que ele espera sair quando a poeira abaixar, depois de outra decepção para os campeões da Copa do Mundo de 1982.
O presidente da Federação Italiana de Futebol, Franco Carraro, também não foi claro sobre Trapattoni quando questionado na televisão italiana sobre a direção da equipe.
"O conselho da federação se reunirá na sexta-feira, 25 de junho. É claro que durante o encontro debateremos tudo, vamos examinar o Campeonato Europeu, que claramente não foi positivo", disse.
"Fomos eliminados com cinco pontos. Fomos bem, mas não bem o suficiente... Provavelmente nos apresentamos abaixo de nossa capacidade. Isso é um fato".
Caso Trapattoni saia, o ex-chefe da Juventus, Marcello Lippi, será o favorito para assumir a seleção italiana.
A Itália se classificou bem para a Copa do Mundo há dois anos, mas foi eliminada na segunda fase pela Coréia do Sul.
A campanha para a Eurocopa de 2004 começou mal, com um empate em casa com Sérvia e Montenegro, seguido de uma derrota para o País de Gales, que provocou pedidos de substituição de Trapattoni.
A seleção se recuperou e garantiu vaga para Portugal, onde o desempenho foi abaixo das expectativas.

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