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 Toldo anuncia despedida da seleção italiana
24 de junho de 2004 11h37

O goleiro Francesco Toldo, que fez parte do grupo da seleção italiana que disputou a Eurocopa, mas não chegou a entrar em campo, anunciou sua despedida da equipe nacional para dedicar-se exclusivamente à Inter de Milão.

"Esperava fechar com uma grande vitória, mas o desgosto de como as coisas acabaram em Portugal não pode apagar 11 anos na seleção italiana, que foram muito bonitos e intensos. Uma experiência inesquecível", disse Toldo.

Nascido em Pádua em 2 de dezembro de 1971, o goleiro estreou na seleção principal da Itália no dia 8 de outubro de 1995, quando era jogador da Fiorentina, em um empate por 1 a 1 com a Croácia.

Desde então, ele disputou 29 partidas, sendo a última o amistoso entre Itália e República Checa, que terminou empatado por 2 a 2 no dia 18 de fevereiro deste ano.

Toldo também disputou oito jogos pela seleção sub-21 e quatro pela olímpica.

"Agora me dedicarei apenas à Inter. Tomei a decisão antes da Eurocopa, mas não a comuniquei até agora porque não queria colocar questões pessoais à frente dos interesses do grupo", disse.

Toldo, que tem quase 33 anos, afirmou ainda que "o apropriado é deixar o lugar às novas gerações".

"Eu queria acabar com a seleção com um sucesso europeu", lamentou. "Agradeço a todos - dirigentes, técnicos e companheiros - a experiência adquirida nestes 11 anos com a camisa italiana, tanto na categoria juvenil como na principal".

O goleiro não poupou elogios a Gianluigi Buffon, atual titular da seleção. "Vou com uma certeza: a Itália está em boas mãos, pois Buffon confirmou em Portugal que é um goleiro magnífico e um bom companheiro. Agora me dedicarei às férias, à família e ao repouso. E depois, só à Inter", afirmou.

Toldo era um dos jogadores mais empenhados em conseguir uma revanche após perder, em 1998, a final da Eurocopa para a França com um "gol de ouro" de David Trezeguet, em um jogo que a Itália vencia até os acréscimos.

Toldo foi titular da seleção italiana naquele torneio e levou, em Roterdã, os fatídicos gols de Sylvain Wiltord, aos 48 do segundo tempo, e Trezeguet, aos 13 da prorrogação.

EFE
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