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 Clubes uruguaios negam pagar por segurança nos estádios
19 de novembro de 2008 12h54

Os clubes de futebol do Uruguai recusaram unanimamente a proposta do governo local de assumir a segurança dos estádios, após a polêmica por causa dos episódios de violência que causaram a suspensão do Torneio Apertura. As informações da Agência Ansa.

O presidente da Associação Uruguaia de Futebol (AUF), José Luis Corbo, informará nesta quarta-feira a decisão dos clubes à Comissão de Segurança no Esporte.

Para enfrentar a crítica situação do futebol uruguaio, o Ministério do Interior considera a possibilidade de que as partidas de alto risco, nas quais sejam visitantes Peñarol e Nacional, os dois maiores clubes do país, se realizem no estádio Centenário.

Mesmo assim, as autoridades prepararam um plano que inclui a idéia de contratar seguranças privados no lugar da polícia, que foi recusada pelos clubes, e colocar câmeras e cercas nos estádios.

Na segunda-feira, a AUF suspendeu o campeonato da primeira divisão, por causa dos episódios ocorridos após a partida entre Danubio e Nacional.

No final do jogo, torcedores das duas equipes invadiram o campo e se enfrentaram com socos, pontapés e pedaços de madeira e ferro transformados em armas.

A polícia se mostrou despreparada para a ocorrência e demorou diversos minutos para tomar uma decisão, intervindo apenas quando o confronto já havia se tornado uma batalha campal.

Redação Terra