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 Portugal tenta evitar euforia antes da semifinal
29 de junho de 2004 13h56

Portugal se prepara para uma nova festa. Contra a Holanda, os portugueses enfrentam a partida mais importante de sua história, com o desafio de chegar à final do próximo domingo, e não contemplam outra possibilidade.

A euforia tomou conta do país. As cores vermelho e verde da bandeira portuguesa voltam a aparecer nas ruas de todas as cidades. Ninguém pensa em uma derrota e todos estão prontos para uma nova explosão de comemorações na madrugada da quinta-feira, depois da partida.

A exceção é o técnico Luiz Felipe Scolari, que passou de vilão a herói em poucos dias. Scolari foi crucificado pela crítica depois de perder a partida de abertura para a Grécia no Porto, mas em seis dias depois cuperou a confiança do país.

A vitórias contra a Rússia e, sobretudo, contra a Inglaterra, deram ao treinador o papel de herói nacional e agora todos lhe exigem o título da Eurocopa.

Scolari sabe que isso não é fácil. Em Alcochete, refúgio da seleção desde que começou o campeonato, o técnico pediu calma na concentração. "Não se pode falar de final até que se ganhe da Holanda, um rival muito complicado. É preciso manter um nível máximo de concentração", disse, em uma tentativa de isolar seus jogadores do ambiente de euforia.

Scolari minimizou a importância de sua figura dentro da seleção, afirmando que não procura um sucesso pessoal, mas "fazer parte de um grupo que faça história".

O técnico tenta fugir da euforia, mas parece difícil. Felipão sabe que se levar a Portugal ao primeiro título de sua história será mais idolatrado e está consciente de que a esta altura do campeonato a torcida não quer outra coisa a não ser o troféu europeu.

Scolari não vai modificar a equipe nem o esquema que levou o time à semifinal. O zagueiro Jorge Andrade e o atacante Nuno Gomes parecem recuperados de suas lesões no tornozelo direito e estão à disposição do técnico.

Deco, Ricardo Carvalho e Costinha deverão ter cuidado, pois estão pendurados com dois cartões amarelos.

A seleção holandesa também esta diante de um desafio histórico. Após sua ausência nam Copa do Mundo de 2002, os holandeses querem readquirir o prestígio internacional perdido e para isso nada melhor que estar na batalha pelo título no próximo domingo.

Dick Advocaat não está passando por um bom momento apesar de sua equipe estar nas semifinais. O técnico é pressionado pela crítica de seu país, que lhe exige um jogo melhor além dos resultados.

Seu prestígio e dos jogadores nacional estão na berlinda. Por isso, Advocaat está usando a estratégia de apontar o favoritismo para os portugueses.

"Jogam em casa e são favoritos", sustentou, para libertar seus jogadores da pressão de terque ganhar. A Holanda não quer fazer barulho e cedeu o papel principal ao anfitrião, mas isso não quer dizer que não vá se empenhar tanto quanto seus adversários para ganhar.

Advocaat será obrigado a fazer uma mudança na zaga, com o desfalque certo do capitão Frank de Boer, que machucou o tornozelo direito na partida das quartas-de-final com a Suécia. Provavelmente Wilfed Bouma será seu substituto.

Os jogadores holandeses pendurados com dois cartões amarelos são Van Der Meyde e Roy Makaay.

Depois de ser eliminada nos pênaltis nas duas edições anteriores da Eurocopa, a Holanda dessa vez conseguiu se impor e vencer nas penalidades a Suécia, carimbando seu passaporte para as semifinais. Agora, a próxima batalha será dura para portugueses e holandeses, já que ambos os lados não querem seja a última.

Prováveis escalações:

- Portugal: Ricardo; Miguel, Carvalho, Andrade, Nuno Valente; Costinha, Maniche, Deco; Figo, Cristiano Ronaldo e Nuno Gomes

- Holanda: Van Der Sar; Reiziger, Bouma, Stam, Van Bronckhorst; Seedorf, Davids, Cocu; Van Der Meyde, Van Nistelrooy e Robben

- Árbitro: Anders Frisk (SUE)

Estádio: Alvalade XXI. 18.45. GMT.

EFE
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