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 Eliminação deve desempregar técnico da Holanda
01 de julho de 2004 08h17

Levar uma seleção às semifinais da Eurocopa dois anos depois de ter ficado de fora da Copa do Mundo seria motivo de comemoração na maioria dos países, mas não na Holanda.

Consequentemente, o técnico Dick Advocaat deve deixar o cargo após a derrota por 2 a 1 na quarta-feira para Portugal apesar de ter um contrato que vai até a Copa do Mundo de 2006.

O experiente técnico de 56 anos perdeu a paciência com as críticas sobre suas táticas em um país onde as expectativas ultrapassam os limites da realidade e todos são especialistas.

"Sei que no meu trabalho sempre há críticas e aceito isso. Mas algumas pessoas violaram todas as regras de um comportamento decente sem perceberem o que suas opiniões significam para as pessoas", disse ele num desabafo emocional pouco antes do jogo de quarta-feira.

"Tudo foi muito longe. Quando as pessoas falam sobre apedrejamento e enforcamento, não acho mais normal. Em uma atmosfera como essa, não dá mais para trabalhar."

Advocaat recusou-se a discutir seu futuro depois do jogo, mas deu uma forte indicação de que sua saída será anunciada em alguns dias.

"Na próxima semana haverá um comunicado da federação, mas já sei o que vou fazer", disse Advocaat.

Advocaat foi bastante criticado pelas substituições que fez na partida contra a República Checa, na primeira fase, quando vencia por 2 a 0 e acabou perdendo por 3 a 2.

Ele já tinha uma reputação de ser cauteloso e de preferir jogadores mais velhos em vez de dar uma chance aos jovens.

Na outra vez em que comandou a Holanda, Advocaat levou a equipe às quartas-de-final da Copa do Mundo de 1998, perdendo para o Brasil.

Ele poderia ir a mais uma Copa do Mundo em 2006, mas depois do que sofreu nos últimos dias não deve estar disposto a passar por tudo de novo.

Reuters
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