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 Portugueses confiam na superstição na Eurocopa
01 de julho de 2004 15h39

As superstições que acompanharam jogadores e treinadores da seleção portuguesa durante toda a campanha da Eurocopa começam a ganhar mais força às vésperas da final da competição, que acontece neste domingo, em Lisboa.

Alguns torcedores acreditam que, com suas pequenas manias, estão ajudando a seleção a vencer os jogos da Euro, incluindo o primeiro-ministro do país, José Manuel Durão Barroso, que usa como talismã sua gravata com as cores da bandeira portuguesa.

"Disse que minha gravata dava sorte e ganhamos sempre que eu a coloquei. Só perdemos o primeiro jogo, e a culpa deve ter sido minha, porque não a usei", afirmou Durão Barroso, logo após o jogo entre Portugal e Holanda, que classificou a seleção anfitriã à final do torneio.

O próprio técnico Luiz Felipe Scolari entra em campo com a imagem de uma santa que, segundo ele, lhe traz sorte.

"Trouxeram para mim a Nossa Senhora do Caravaggio, que não marca gols, mas me dá tranqüilidade", disse o brasileiro, que confessou que antes de cada jogo pede sua bênção e depois lhe agradece por cada vitória.

Os jogadores também entraram no clima das superstições. O goleiro Ricardo prometeu ir até a cidade de Fátima a pé para agradecer à Virgem caso a seleção de Portugal ganhe a Eurocopa.

O jovem Cristiano Ronaldo prefere usar esparadrapo nas orelhas e assim não ter de tirar seus brincos da sorte, enquanto Costinha prometeu que só se barbearia quando Portugal fosse eliminado da Eurocopa.

O lendário jogador Eusebio, considerado pela Fifa como o melhor português de todos os tempos, sempre tem por perto sua toalha da sorte, que morde nos momentos decisivos dos jogos.

EFE
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