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 Milhares de gregos celebram título inédito
04 de julho de 2004 19h00

Todos os gregos, os 11 milhões e os outros cinco que vivem fora da Grécia comemoram neste domingo a maior vitória da história do futebol do país, com o título da Eurocopa conquistado com a vitória por 1 a 0 sobre Portugal na final do torneio.

"A Grécia tem doze deuses. Onze estão em Portugal", diziam os comentaristas da televisão estatal grega. "Um alemão (Otto Rehagel) os uniu e os fez ganhar", afirmava um deles.

Os comentaristas choraram de felicidade na televisão e na rádio quando Angelos Charisteas marcou o primeiro e único gol do jogo.

Cerca de 15 mil gregos estavam no Estádio da Luz, em Lisboa, assim como o primeiro-ministro do país, Costas Caramanlis, e sua esposa, Natasa.

Nas tribunas oficiais, Juan Antonio Samaranch, presidente de honra do COI, estava ao lado do líder da oposição socialista grega, Yorgos Papandreu, e da presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Atenas, Gianna Angelopoulos-Daskalaki.

Os torcedores e seguidores, que já comemoraram a vitória grega na semifinal contra a República Checa por 1 a 0, na sexta-feira, saíram na noite deste domingo às ruas e às principais praças de todas as cidades para celebrar esta vitória única, que consideram como um prelúdio dos Jogos Olímpicos que acontecerão em agosto na Grécia.

"Trata-se de um momento único, que talvez não voltemos a viver", declarou Angelos Charisteas.

Antes do jogo, Caramanlis havia declarado ao primeiro-ministro português, Durão Barroso, que "não espere que você fique com tudo", referindo-se à presidência da Comissão Européia que o português assumirá em breve.

Na cidade de Salônica, de um milhão de habitantes, milhares de seguidores se reuniram em volta da Torre Branca para celebrar o título.

Em Atenas, as praças Syntagma, Omonia e o porto de Pireo são os pontos de reunião daqueles que chegam a pé ou de moto, já que as ruas foram fechadas para os carros.

O próximo objetivo, dizem os comentaristas e o público entrevistado, é uma vaga no Mundial de 2006, na Alemanha.

EFE
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