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 Inglaterra quer Beckham e príncipe na Copa 2018
22 de dezembro de 2008 10h26 atualizado às 10h32

O presidente da Associação de Futebol da Inglaterra (FA, sigla em inglês), Lord Triesman, estaria planejando convidar o meia David Beckham, agora no Milan, e o príncipe William para se tornarem os garotos-propaganda do país na luta para se tornarem a sede da Copa do Mundo de 2018, segundo informa a edição desta segunda-feira do jornal The Guardian.

A Inglaterra estaria acreditando que após a realização do Mundial na África do Sul, em 2010, e Brasil, em 2014, a Fifa dará nova oportunidade para um europeu. E o país quer provar que tem condições de sediar o evento pela primeira vez desde 1966, quando conquistou seu único título mundial até hoje.

Espanha e Rússia estariam planejando entrar na concorrência por 2018. Triesman acreditaria no apelo de Beckham após ver a comoção que causou o meia ao ajudar Londres a ser eleita sede dos Jogos Olímpicos de 2012.

"Beckham é capaz de ter um impacto extraordinário. Ele é muito atraente e isso é significativo. Quando eu comecei a conversar com as pessoas sobre essa situação, uma das coisas que elas me aconselharam foi colocar dois ou três atletas muitos famosos por perto da campanha", disse, ao periódico.

Segundo o dirigente, seriam alguns conselhos vindos de cartolas da própria Fifa. "Atletas satisfazem as pessoas o tempo todo. Não é uma surpresa para eles esse tipo de pedido. Beckham, no entanto, precisará fazer algo de diferente", completou, ao The Guardian.

Já o contato com o membro da família real britânica será mais difícil, mas Triesman mostra otimismo. "O príncipe William é uma pessoa da nova geração, estará envolvido de toda a forma, mas queremos uma coisa oficiosa. Ele está servindo o exército, está fora do país, mas terei uma longa discussão com ele sobre isso", afirmou.

A Inglaterra vai registrar oficialmente seu interesse em realizar a Copa do Mundo de 2018 no próximo ano. E o cartola antecipa que a luta para receber a competição será dura.

"Nem todos (os países europeus) tem declarado apoio. A Espanha é um país sério e se vem manifestando interesse, vai batalhar duro para isso. A Austrália também fará um esforço, mas estamos otimistas que a Fifa decida pelo retorno da competição ao Hemisfério Norte", concluiu, ao periódico.

Redação Terra