Esportes

 
 

Esportes » Mais Esportes » Mais Esportes

 Clubes querem fatia no repasse das verbas
10 de janeiro de 2009 07h54 atualizado às 16h47

Clubes estão na bronca com Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Foto: Fernando Bizerra/COB/Divulgação

Clubes estão na bronca com Comitê Olímpico Brasileiro (COB)
Foto: Fernando Bizerra/COB/Divulgação

Os orçamentos cada vez mais enxutos e a crise econômica mundial fizeram uma reivindicação antiga ganhar voz. Com o corte de verbas que ameaça a manutenção de modalidades olímpicas como a ginástica artística, o presidente do Flamengo, Márcio Braga, criticou o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e pediu que os clubes recebam parte do dinheiro da Lei Agnelo/Piva. Pedido endossado por Minas, Pinheiros, Fluminense, Vasco, Corinthians, Sogipa e Grêmio Náutico União, que integram o Conselho de Clubes Formadores de Atletas e alegam terem cedido 77% dos integrantes da delegação em Pequim.

» Cielo pede cautela com maiôs e quer natação "pura"
» Leia mais notícias do jornal O Dia

"Há dois anos falamos com o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, e ele disse que falaria com as confederações para ajudar. Depois, não quis mais conversa. Há dois meses, Márcio Braga esteve no COB e disseram que não tinha dinheiro, pois não acreditavam em clube. Márcio sugeriu que fizéssemos o Conselho, para que aqueles que trabalham na formação se mantenham vivos e competindo", disse Sérgio Bruno Zech, presidente do Minas e do Conselho, que será oficializado no dia 3 de fevereiro e terá os presidentes do Pinheiros e do Flamengo como vices.

Sérgio ainda não fala de valores, mas acredita que a união poderá sensibilizar o governo. "Faremos regras para que os clubes de futebol só usem a verba nos esportes olímpicos".

No Minas, a modalidade só continua se tiver patrocínio. "Tivemos projetos de lei de incentivo aprovados, mas hoje tenho de fazer mágica. Será um ano muito incerto por causa da crise. O Flamengo tem dificuldade de manter Diego Hypólito".

A lei de incentivo fiscal é tida como uma luz no fim do túnel por Ricardo Martins, vice de esportes olímpicos do Fluminense. Mas ele ressalta que os clubes concorrem com os projetos do COB e confederações que também buscam o benefício. "Eles competem com a gente e sobram poucas empresas para investir nos clubes".

Em nota, o COB diz que a Lei Agnelo/Piva é fundamental para o esporte, mas corresponde a 1/3 das necessidades. Frisa que "Minas e Pinheiros tiveram aprovados para captação em 2009, mais de R$ 39,7 milhões, o que corresponde a verba superior em relação ao que a maioria das confederações alcança por ano". E que "caso as confederações queiram, dentro de suas verbas, apresentar projetos para que os clubes recebam recursos, nesta hipótese, o COB estará de acordo, desde que os projetos sejam aprovados e atendam às exigências da Lei".

O Dia
O Dia - © Copyright Editora O Dia S.A. - Para reprodução deste conteúdo, contate a Agência O Dia.