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 Por Rio 2016, Barra da Tijuca e região irão se transformar
13 de fevereiro de 2009 18h51 atualizado às 19h08

A Barra da Tijuca e seus bairros vizinhos, localizados na Zona Oeste, concentram a maior parte dos investimentos imobiliários da cidade do Rio de Janeiro. Além disso, a Barra não para de atrair comerciantes que querem aproveitar a oportunidade de participar do mercado que se desenvolve na região.

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Apesar disso e da importância da Barra e de seus bairros vizinhos tanto para os já realizados Jogos Rio 2007 e para a candidatura da cidade para sediar os Jogos Olímpicos de 2016, a região ainda sofre com a carência de um sistema de transportes eficiente. Outro problema é o estado das lagoas, como a de Jacarepaguá, do Camorim e o Canal Marapendi.

Para sanar este problema foi assinado na última quinta, pelo prefeito Eduardo Paes e pelo governador Sérgio Cabral, um convênio entre o município e o estado do Rio de Janeiro para permitir que o metrô comercialize seus terrenos e assim, finalmente, consiga capitalizar recursos para a construção da Linha 4 do metrô, que ligará a Zona Sul da cidade à Barra da Tijuca.

Segundo o Secretário de Transportes Júlio Lopes, esta expansão do metrô é fundamental para o desenvolvimento da cidade e para que o Rio possa ser sede da Olimpíada de 2016.

O subprefeito da Barra da Tijuca, Tiago Mohamed, admitiu que a região precisa urgentemente de melhorias, mas pareceu não ter uma idéia clara de quando irão acontecer.

"É a área da cidade que mais cresce, por isso são muitas as demandas por melhorias, principalmente, de infra-estrutura. Alguns casos precisam de obras que demandam planejamento e disponibilização de verbas, mas medidas pontuais já estão sendo tomadas para minimizar os transtornos. Se o Rio for escolhido para sede da Olimpíada de 2016 com certeza teremos recursos para realizar as prioridades", declarou.

O Secretário Geral do Comitê Rio 2016, Carlos Roberto Osório, disse, durante a apresentação do dossiê Rio 2016, nesta sexta-feira, dia 13, que será construído na região "um anel viário de transporte público alta capacidade para integrar trens, metrô e ônibus, ligando a Barra com o restante da Zona Oeste".

Segundo Osório, esta ligação independe do resultado do pleito. Esta via será semelhante à já existente Linha Amarela. Em relação à situação das lagoas, o subprefeito comentou uma iniciativa da prefeitura em realizar uma obra de custo elevado para sanar o problema.

"Recentemente, o prefeito e o secretário de Obras, Luiz Guaraná, estiveram em Brasília para pedir a inclusão de obras de drenagem desta área no Programa de Aceleração do Crescimento. Existe um projeto de drenagem para a área da baixada de Jacarepaguá, que inclui toda a região", disse.

"Segundo o prefeito informou na ocasião, a obra de drenagem terá 170 quilômetros de canalização de rios e 70 quilômetros de implantação de vias canais. Será necessária a transferência de duas mil famílias dos locais, além da realização de programas ambientais. O valor total da obra é de R$ 1 bilhão. Contudo, são necessários R$ 550 milhões de financiamento do governo federal", explicou.

A Barra comporta instalações como a Arena Olímpica do Rio, o Parque Aquático Maria Lenk e o Velódromo que irão comportar competições em alguma modalidades. Além disso, estão previstos para ser construídos na região o Centro Nacional de Tênis e o Centro Olímpico de Treinamento.

Durante os Jogos, segundo o Comitê Rio 2016, o Centro Internacional de Rádio e Televisão (IBC), o Centro Internacional de Imprensa (MPC), as duas Vilas de Mídia, a Vila Olímpica e os Hotéis da Família Olímpica também estarão nas proximidades.

O Parque Aquático Maria Lenk, por conta de uma regra da Fina aplicada às competições de natação de Jogos Olímpicos, não tem capacidade para receber as competições de natação de uma Olimpíada.

Portanto, a piscina de competição necessária para as provas olímpicas de natação e nado sincronizado será construída no futuro Centro Olímpico de Treinamento. As arquibancadas para esta piscina serão temporárias, dimensionadas para 18 mil pessoas, conforme exigência da Federação Internacional de Natação (Fina).

Segundo a assessoria do Comitê de Candidatura Rio 2016, os critérios da Fina foram observados na ocasião da construção do Parque Aquático Maria Lenk e foi levada em conta a possibilidade de ampliação do estádio. No entanto, no aperfeiçoamento do projeto Rio 2016 verificou ser mais recomendável a construção de uma instalação temporária para a natação.

Vila Olímpica

Conforme divulgado na apresentação do projeto Rio 2016 nesta sexta, o conjunto de prédios que servirá de Vila Olímpica caso a cidade seja escolhida para ser sede os Jogos, também será construído no entorno da lagoa de Jacarepaguá, assim como a Vila do Pan.

Segundo Robson Caetano, um dos locutores no evento desta sexta, "haverá até um boulevard carioca na instalação". O atleta ainda brincou dizendo que "depois de ser transformada em conjunto residencial, certamente será minha moradia".

A Agenco, empresa responsável pela construção dos prédios que foram utilizados como a Vila do Pan informou, através de sua assessoria de imprensa que dos 1,48 mil apartamentos construídos no local, cerca de 1,3 mil foram vendidos e que mil já foram vistoriados este ano.

Destes mil, segundo a construtora, em torno de 500 estão ocupados. A assessoria de imprensa da empresa ainda afirma que na ocasião da construção dos prédios a prefeitura, sob o comando do prefeito César Maia, assumiu o compromisso de realizar obras viárias e de infra-estrutura, mas que nem todas foram concretizadas.

Uma destas obras é relativa ao Canal do Anil, que faz parte da bacia de Jacarepaguá, logo atrás do conjunto de prédios, e, segundo a construtora está no âmbito do Ministério das Cidades.

Especial para Terra