Os jogadores que atuam no futebol uruguaio encerraram nesta sexta-feira uma greve pelo pagamento de salários atrasados graças a um acordo de última hora e à intervenção de um empresário.
Segundo a imprensa do país, a paralisação convocada pelo sindicato local de jogadores na última segunda acabou depois de o Peñarol chegar a um acordo com o ex-atleta Darío Vera. Parte do dinheiro foi dado pelo empresário Gerardo Arias.
O estopim da crise foi a informação de que Peñarol e Nacional, dois dos clubes mais importantes do país, ainda tinham dívidas com jogadores antes do início do Clausura, o que vai contra o regulamento da própria competição.
Investigações posteriores apontaram que até nove clubes das duas principais divisões deviam a alguns jogadores há muitos anos.
Segundo o sindicato, se os clubes não quitassem as dívidas na tarde desta sexta, elencos da primeira e segunda divisão não entrariam em campo até que o problema fosse resolvido.
O problema poderia prejudicar a participação uruguaia na Libertadores e até a seleção nas Eliminatórias à Copa do Mundo de 2010.
Apesar de parte das equipes ter acertado suas dívidas ao longo da semana, o Peñarol se negou a cumprir o pagamento de 1.200.000 pesos uruguaios (cerca de US$ 50 mil) exigidos por Vera. O clube alegava que não havia nenhuma decisão judicial que o obrigava a fazer isso.
Vera teria ficado com 300 mil pesos (US$ 12.500) do Peñarol e outros US$ 15 mil de Arias. Em declarações ao jornal El País, o vice do clube, Edgar Welker, confirmou o pagamento, mas evitou falar no empresário.
"Não tenho a menor ideia se Arias deu dinheiro, eles aceitaram a proposta que fizemos. É um ato de grandeza do Peñarol, que não tem de pagar nada e faz isso para ajudar o futebol. Espero que este ato seja valorizado por todo o futebol", comentou.

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