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Maradona reaparece e entrega placa a Tevez

29 de agosto de 2004 21h00 atualizado às 21h00

Maradona beija Tevez, autor do gol da Argentina na final de Atenas, na boca. Foto: Reuters

Maradona beija Tevez, autor do gol da Argentina na final de Atenas, na boca
Foto: Reuters

De volta ao estádio La Bombonera, lotado, o ídolo argentino Diego Maradona reencontrou e foi ovacionado por toda a torcida do Boca Juniors neste domingo ao entregar uma placa ao atacante Carlos Tevez, em reconhecimento ao desempenho destacado do jogador na Olimpíada de Atenas.

Tevez foi fundamental na conquista da inédita medalha de ouro para o país, além de se sagrar artilheiro da competição com oito gols.

Maradona, bem acima de seu peso normal, apareceu de surpresa no estádio do Boca e, assim que foi notado, a torcida já entoou o clássico grito: "Olé, olé, olé, Diego, Diego".

Dez minutos antes do início da partida contra o Racing, Maradona entrou em campo a lentos passos e fazendo o sinal da cruz, como se estivesse chegando a um templo religioso. Ele se abaixou, tocou o gramado, beijou suas mãos e foi na direção da torcida para saudá-la.

Em uma reação instantânea, a torcida começou a gritar "liberdade para Maradona", referindo-se ao desejo do ex-jogador de voltar a Cuba para continuar seu tratamento contra as drogas.

Em seguida, Maradona foi até Tevez e lhe fez a homenagem pela conquista da medalha de ouro em Atenas.

A última vez que o maior ídolo do futebol argentino esteve na La Bombonera havia sido no dia 28 de abril, horas antes de ser internado em uma clínica de saúde com problemas cardíacos.

Maradona esteve à beira da morte entre os meses de abril e maio, quando foi internado duas vezes devido às complicações cardíacas. Logo que foi transferido para uma clínica psiquiátrica fora de Buenos Aires, onde se encontra atualmente, o ex-capitão da Argentina campeã mundial em 1986 pediu à Justiça sua transferência para fora do país.

Segundo a imprensa argentina, Maradona chegou à La Bombonera neste domingo acompanhado por um oficial de Justiça e por um funcionário da clínica onde está internado.

Redação Terra