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 COB faz lobby contra repasse de verba da Lei Piva
14 de maio de 2009 09h01

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e representantes de 15 confederações olímpicas estiveram na última quarta-feira no Congresso para tentar evitar perder parte da Lei Piva. Os clubes reivindicam uma fatia do dinheiro repassado pelo governo federal. A nova proposta de financiamento do esporte brasileiro está sendo discutida na Casa.

Pela redação atual, o projeto de alteração da Lei Piva prevê que 30% da verba do COB seria dado aos clubes formadores de atletas olímpicos. A legislação prevê o repasse de 2% da arrecadação bruta das loterias federais ao esporte.

O presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, e dirigentes de 15 confederações pediram ao deputado José Rocha (PR-BA), relator do projeto, a exclusão do repasse aos clubes formadores. "Não tenho como alterar o texto, que foi aprovado em comissão", rechaçou o parlamentar.

Então, COB e confederações decidiram apresentar emenda, por meio do deputado Deley (PSC-RJ). E fizeram lobby com deputados, incluindo o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para pedir apoio na votação, ainda sem data.

A polêmica entre os clubes formadores de atletas olímpicos e o COB e as confederações que comandam as modalidades no País começou no ano passado, logo após a Olimpíada de Pequim.

As agremiações dizem ter direito a parte do dinheiro proveniente da Lei Piva por formarem os atletas que representam o País nas competições. Este ano, os principais clubes que contam com nomes nas delegações nacionais criaram uma associação, a Confao, e conseguiram apoio do ministro do Esportes, Orlando Silva, na empreitada para receber uma fatia do dinheiro público.

No ano passado, o COB recebeu quase R$ 92 milhões oriundos da Lei Piva. Segundo o comitê, desse total, pouco mais de R$ 34 milhões, ou 36%, foram destinados às confederações olímpicas.

Jornal do Brasil
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