José Ramón Fernández, vice-presidente cubano e também à frente do Comitê Olímpico local, disse ser contra a decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) de escolher o golfe e o rúgbi de sete como únicos esportes com chances de entrar no programa dos Jogos de 2016.
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"O esporte que estiver ao alcance das massas é o que deve estar nas competições. O golfe é de elite, das classes mais altas", comentou Fernández à agência oficial Prensa Latina.
O vice cubano lembrou que "há uma série de esportes que são bastante populares em qualquer região do mundo, muito acima do golfe e do rúgbi de sete".
Cuba defendeu o retorno do beisebol, principal esporte do país e que saiu do programa em Pequim - em que perdeu a decisão para a Coreia do Sul.
Fernandez insistiu na rejeição ao esporte de elite "porque só pode ser de interesse de ordem comercial".
"Para o Governo cubano o esporte não é uma modalidade do comércio, mas uma prática para lazer das pessoas, dos povos em geral, e deve ser gratuito", completou.
O Presidente do Comitê Olímpico cubano apontou que a escolha não atende "ao interesse, à esperança, à expectativa da maior parte dos povos e dos comitês olímpicos nacionais".

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