O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, disse nesta sexta-feira que o chamado passaporte sanguíneo é uma nova ferramenta contra o doping, mas que não se pode acreditar que seja "uma panacéia", com a qual o problema vá desaparecer.
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"O perfil sanguíneo nos dá informação sobre o EPO, mas não de outras substâncias dopantes, como os anabolizantes", disse Rogge, em Berlim, após a reunião da Executiva do COI com o conselho da Associação Internacional de Federações de Atletismo (Iaaf, em inglês), que costuma acontecer antes do começo de cada Mundial de atletismo.
Segundo o presidente do COI, o passaporte sanguíneo só pode ser um complemento a outras ferramentas existentes.
Além disso, atualmente há uma série de dificuldades logísticas para a aplicação do mesmo no mundo todo, o que foi assunto de discussão hoje na reunião entre a Executiva do COI e a Iaaf.
"A Agência Mundial Antidoping credenciou muito poucos laboratórios e isso torna necessário que as amostras de sangue tenham que ser transportadas, o que gera dificuldades logísticas", disse Rogge.
Além disso, o transporte das amostras de sangue em condições de refrigeração adequada entre dois países com climas diferentes é problemático, segundo Rogge. Para solucionar esse problema, é necessário, segundo ele, credenciar mais laboratórios.
Outro problema é a complexidade e o alto custo dos exames, por isso, há conversas com os laboratórios para determinar se existem possibilidades de simplificá-los.

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