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 BNDES vai financiar a construção do Museu Pelé
21 de agosto de 2009 17h42 atualizado às 20h47

A velha tabelinha Pelé/Coutinho, imortalizada no Santos Futebol Clube nos anos 1960, foi refeita hoje (21), no Rio de Janeiro. Só que desta vez com outro Coutinho, o Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A lembrança foi do rei do futebol, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé.

Ele se referia à antiga tabelinha que fazia com Coutinho, seu companheiro no ataque do time santista, ao assinar juntamente com Luciano Coutinho um contrato de apoio financeiro do BNDES, para a restauração do Casarão do Valongo, em Santos, onde será instalado o Museu Pelé. "Já começamos certo, porque a bola que Coutinho deu aqui...", disse.

Os recursos do banco, no valor de R$ 6 milhões, serão concedidos no âmbito da Lei Rouanet à Ama Brasil, organização sem fins lucrativos dedicada à preservação do patrimônio histórico, artístico e ambiental no Brasil. A Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) é responsável pela captação de recursos para o projeto, já tendo arrecadado quase R$ 2 milhões das empresas Fosfértil e MRS Logística.

As obras de restauração do Casarão do Valongo, construído em 1865 e atualmente em ruínas, deverão começar em janeiro de 2010, e concluídas dois anos depois. O casarão estava abandonado há cerca de 50 anos. O empreendimento inclui, em uma de suas áreas, a construção de um projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer em homenagem a Pelé.

Para o rei do futebol, o financiamento do BNDES foi essencial para perpetuar a sua história e a do próprio futebol brasileiro. "O museu é uma coisa que vai perpetuar a história do Pelé. Aí vem o Santos, aí vem o Brasil. E a gente tem que agradecer a Deus e ao BNDES que está fazendo isso se tornar possível, depois de tanta luta. Graças a Deus, acho que, agora, a gente deu o pontapé inicial", afirmou Pelé.

O Museu Pelé está integrado ao projeto de revitalização da área portuária da cidade, a Marina Porto de Santos. Ele será uma atração turística internacional para a cidade e o estado de São Paulo, e vai gerar empregos e trazer divisas para o país.

Para o presidente do BNDES, a reconstrução do casarão histórico que abrigará o Museu Pelé "se encaixa como uma luva" no Programa de Apoio ao Restauro do Patrimônio Histórico da instituição, que objetiva a recuperação dos centros históricos de cidades portuárias. Coutinho disse que a alegria maior é que o imóvel vai abrigar o Museu Pelé.

"Você representa para o Brasil alguém que, aos olhos do mundo, ajudou a mostrar essas qualidades do Brasil. Pela sua alegria, sua forma de ser, sua maneira de comunicar, de forma humana e muito aberta, qualidades que hoje o Brasil inteiro usufrui, de uma ausência de hostilidade, de preconceito. E de uma simpatia, de uma empatia, que a imagem brasileira desfruta no mundo inteiro como um país amigável, tolerante, um país de congraçamento. Isso não está dissociado do futebol e de você", disse Coutinho, sobre a "contribuição intangível" de Pelé para a imagem do Brasil no exterior.

Para Pelé, tudo que fez significou uma responsabilidade muito grande por ter contribuído para levar, por meio do futebol, a imagem do país ao exterior, e agora espera deixar tudo isso para as novas gerações. "Nós estamos aqui de passagem. E a única coisa que nós podemos deixar para as novas gerações é um registro como esse. Peço a Deus que eu esteja com muita saúde para ver isso pronto", afirmou.

Agência Brasil

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