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 Rio está na pole position para 2016, diz ministro
28 de setembro de 2009 20h53 atualizado em 29 de setembro de 2009 às 00h12

Orlando Silva está confiante para a escolha dos Jogos de 2016. Foto: Jair Bertolucci/Divulgação

Orlando Silva está confiante para a escolha dos Jogos de 2016
Foto: Jair Bertolucci/Divulgação

Com a proximidade do anúncio do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre a escolha da cidade que será sede dos Jogos de 2016, os representantes da candidatura do Rio de Janeiro demonstram cada vez mais otimismo. Nesta segunda-feira, quatro dias antes da cerimônia que ocorrerá em Copenhague, na Dinamarca, foi a vez de o ministro do Esporte, Orlando Silva, dar provas de sua confiança que a Olimpíada ocorrerá no Brasil pela primeira vez.

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Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Orlando afirmou que acredita que a capital fluminense está à frente de suas rivais e comparou a disputa com Chicago, Madri e Tóquio a uma corrida de Fórmula 1.

"Se fosse fazer uma analogia da Fórmula 1 com a Olimpíada, talvez o Rio de Janeiro esteja na pole position. Na largada sai na frente, mas tem toda a corrida a ser feita. Temos que fazer todo o percurso e concluir na vantagem", disse o ministro, confiante na escolha do COI.

Uma das grandes preocupações para a cidade é que não se repita o que houve durante as preparações para os Jogos Pan-Americanos. Durante a preparação para o evento realizado em 2007, os gastos ultrapassaram em muito o que fora previsto. Orlando Silva, porém, não se preocupa com isso.

"Para o Pan houve uma debilidade, em 2002, quando foi preparado o planejamento do evento. Vários gastos não foram previstos, não foram organizados e infelizmente, ao longo da preparação dos jogos, tiveram que ser feitos para que atingisse o sucesso. Essa é uma lição importante para as Olimpíadas de 2016", falou.

Se os Jogos de 2016 ainda são um sonho, a Copa do Mundo de 2014 é uma certeza. E, segundo o ministro, a preparação do Brasil para o evento será feita corretamente, com o país cumprindo com o que foi decretado pela Fifa. O mesmo vale para a Olimpíada.

"Os compromissos firmados com a Fifa e com o COI não são do governo, são do Estado brasileiro e, indiferente de quem for o governante de plantão, são compromissos do Estado, do país, e que serão honrados", disse o político.

Orlando Silva aproveitou para comentar sobre a situação do esporte no país. Para o político, ainda há muito que evoluir. "Eu acredito que é necessário ter mais esporte nas escolas e nas universidades. No mundo inteiro o desenvolvimento do esporte teve a participação das crianças e dos jovens", disse o ministro.

"Perto de 1 milhão de crianças hoje participam de um programa chamado Segundo Tempo, mas, na minha opinião, esse esforço deve ser aumentado. Devemos qualificar mais a educação física nas escolas."

Redação Terra