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 Antidopagem: Impasse entre laboratório e Anvisa está perto do fim
13 de janeiro de 2010 20h35

Os problemas do Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnologico (Ladetec) com a legislação brasileira parecem estar perto de uma solução. Único laboratório credenciado pela Agência Mundial Antidoping (Wada) no Brasil, o Ladetec, localizado dentro do Instituto de Química da UFRJ, no Rio de Janeiro, sofre sério risco de perder sua acreditação por conta da dificuldade em importar determinadas substâncias, que acabam retidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quando entram no país. Nesta quarta-feira, uma reunião entre representantes do laboratório, da Anvisa e do Ministério do Esporte, em Brasília, criou alguns dispositivos para tentar resolver a questão.

Três ações ficaram definidas e serão postas em prática nas próximas semanas. A Anvisa fará reuniões periódicas, por meio de videoconferência, com funcionários do Ladetec a fim de descobrir possíveis falhas do laboratório no processo de importação das substâncias. Além disso, as reuniões servirão para esclarecer dúvidas sobre as leis vigentes no país.

Também será criado uma espécie de corredor nos portos e aeroportos do Brasil para facilitar o fluxo de entrada das amostras biológicas como, por exemplo, a urina. Segundo a Anvisa, como o Ladetec conhece previamente as datas de realização de competições, tanto no Brasil quanto no exterior, fica possível saber quando as amostras chegarão ao país.

Por fim, a área de produtos controlados da Anvisa irá, provavelmente por meio de uma instrução normativa, agilizar o trâmite burocrático para a liberação de produtos controlados, como drogas ilícitas. O Ladetec importa pequenas quantidades de maconha e cocaína, por exemplo, a fim de poder realizar os exames antidoping para detectar essas substâncias no organismo dos atletas.

A Anvisa, no entanto, alertou para a existência do problema em relação às empresas de entrega de remessa expressa. Em muitos casos, segundo a entidade, essas empresas demoram a comunicar sobre o conteúdo dos pacotes, o que faz com que a liberação das remessas demore a acontecer. No futuro, a Anvisa pretende conversar com essas empresas a fim de buscar soluções para essa questão.

Na reunião desta quarta-feira estiveram presentes o diretor da Secretaria Nacional do Esporte de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Marco Aurélio Klein, o coordenador do Ladetec, Francisco Radler, o gerente-geral de portos, aeroportos e fronteiras da Anvisa, Paulo Coury, e a gerente-geral de inspeção de produtos da Anvisa, Marília Cunha.

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