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São Caetano perde 24 pontos pela morte de Serginho

07 de dezembro de 2004 02h19 atualizado às 02h19

O presidente do São Caetano, Nairo Ferreira de Souza, foi suspenso por 720 dias. Foto: Redação Terra

O presidente do São Caetano, Nairo Ferreira de Souza, foi suspenso por 720 dias
Foto: Redação Terra

Depois de mais de nove horas de julgamento, o São Caetano foi punido na madrugada desta terça-feira pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) com a perda, em primeira instância, de 24 pontos no Campeonato Brasileiro pela morte do zagueiro Serginho. O clube já anunciou que vai recorrer da decisão.

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    O médico Paulo Forte foi suspenso do futebol por quatro anos e o presidente do clube, Nairo Ferreira de Souza, por dois. Além da perda de pontos, o São Caetano também terá de pagar uma multa de R$ 50 mil, valor que pode ser doados à família de Serginho.

    A decisão foi tomada por unanimidade pela comissão julgadora, formada por quatro analistas, que indicaram que o clube paulista teve conhecimento em fevereiro que o atleta tinha problemas cardíacos e não poderia continuar sua carreira. O São Caetano tem até 72 horas para recorrer, e o julgamento definitivo deve ocorrer na próxima segunda-feira.

    Em sua defesa, o São Caetano levou três testemunhas: dois médicos e o jogador da equipe Lúcio Flávio. O julgamento teve início por volta das 18h, na sede do STJD, no Rio de Janeiro, e só terminou depois das 2h, com depoimentos de todos os envolvidos no caso.

    Paulo Forte disse que não foi comunicado pelo Incor-SP de que Serginho corria risco de morrer se continuasse jogando futebol. Os médicos do hospital teriam chegado a essa conclusão após exames realizados pelo zagueiro em fevereiro e alegam que informaram todos os riscos aos responsáveis, inclusive ao próprio atleta.

    A morte do zagueiro Serginho também está sendo julgada criminalmente. As investigações já foram concluídas, e Nairo Ferreira e Paulo Forte podem ser indiciados por homicídio doloso (com intenção).

    Tanto o médico como o presidente do São Caetano não falaram com os jornalistas após o julgamento.

  • Redação Terra