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 Após recorde, Palermo admite diferenças com Riquelme no Boca
13 de abril de 2010 17h18 atualizado às 17h53

Palermo chegou a 220 gols com a camisa do Boca nesta segunda . Foto: EFE

Palermo chegou a 220 gols com a camisa do Boca nesta segunda
Foto: EFE

O atacante Martín Palermo, que nesta segunda-feira se tornou o maior artilheiro da história do Boca Juniors, destacou hoje que há diferenças entre ele e seu companheiro Juan Román Riquelme e pediu soluções aos dirigentes do clube.

"Não sou amigo (de Riquelme), não tenho relação. A única coisa que nos une é jogar no domingo e defender as cores do Boca", disse o atacante em declarações a rádios de Buenos Aires.

A imprensa esportiva argentina deu bastante destaque ao recorde alcançado por Palermo, que anotou dois gols contra o Arsenal de Sarandí e completou 220 tentos com a camisa azul e amarela. Porém, voltou seu foco para os problemas de relacionamento entre o artilheiro e o meia.

Embora tenha dito que sua intenção não é polemizar, Palermo pareceu colocar mais lenha na fogueira quando lembrou que Riquelme, que deu o passe para o gol histórico, comemorou o feito com os torcedores e não com o atacante. "Não quero entrar em polêmicas porque nunca fui disso. Acho que a prova está aí no que aconteceu.", afirmou Palermo.

Apesar de chateado, o artilheiro disse que seria "baixar o nível" pedir à direção do Boca para que escolha entre Riquelme e ele na hora de renovar os contratos, em junho próximo, mas reconheceu que, em seus dez anos de convivência com o talentoso meio-campo, a situação dentro do vestiário era de outra maneira.

Palermo encerrou comentando a alegria que foi marcar o gol do recorde pelo Boca com seu filho presente no estádio. "Tive a sorte de fazê-lo e foi a maior felicidade que poderia ter acontecido para mim", disse o atacante.

EFE
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