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Perto de estreia, Cielo quer acabar com monopólio na natação

30 de abril de 2010 18h44

Campeão olímpico acredita que pode bater recordes mesmo sem o super maiô. Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

Campeão olímpico acredita que pode bater recordes mesmo sem o super maiô
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

Nesta sexta-feira, o nadador César Cielo, campeão olímpico dos 50m e mundial dos 50m e 100m, falou da sensação em disputar sua primeira competição com a camisa do Flamengo, criticou o monopólio do Pinheiros e do Minas Tênis na natação nacional e, mesmo sem os supermaiôs, almeja quebrar recordes.

Depois de disputar torneios nos Estados Unidos representando a Universidade de Auburn, Cielo acertou sua ida ao Flamengo e fará sua estreia no Troféu Maria Lenk, que será disputado entre os dias 3 e 9 de maio, na piscina do Unisanta, em Santos. Perguntado sobre suas expectativas, Cesão brincou. "É claro que uma piscina não vai ser um Maracanã lotado, mas acho que vai ser bem legal. Tudo caminhou para essa mudança, estou feliz pela escolha. Meu objetivo é sempre buscar o melhor e agora, que tenho torcida, vou procurar vestir mais a camisa", afirmou.

Ainda sobre sua transferência (do Pinheiros-SP para o clube rubro-negro carioca), o nadador analisou que a emergência de outros clubes no cenário nacional - como o Corinthians que contratou Thiago Pereira - é benéfica para o esporte. "Acho que a natação aqui vai ficar mais interessante de assistir. A minha ida para o Flamengo, a do Thiago Pereira para o Corinthians, são parte de um processo que vai tirar um pouco o monopólio de clubes como Pinheiros e Minas Tênis", alfinetou.

Posteriormente, projetou resultados a médio prazo. "No Maria Lenk, ainda acho difícil. Pinheiros e Minas vão brigar pelo primeiro lugar. O Corinthians deve ficar em terceiro, com Unisanta e Flamengo disputando o quarto lugar. Mas daqui a uns dois anos....".

Outro assunto abordado pela principal esperança olímpica em Londres/2012 foi a quebra de recordes. Apesar da proibição de maiôs tecnológicos, o nadador acha que pode chegar perto das marcas feita antes da introdução dos trajes.

"Ainda não estou sentindo muita diferença. A sensibilidade continua a mesma. Os tempos que fiz nos GPs de Austin, em março (22s13 nos 50 m e 49s13 nos 100 m), e Columbus, em abril (22s14 e 49s00, respectivamente), foram bem parecidos. Acho que é bem possível chegar ao tempo do russo Popov em 2000 (21s64 para os 50 m, recorde mundial na época), e do holandês Hoogenband, que na Olimpíada de Sydney, em 2000, marcou 47s84 para os 100 m livre.

Gazeta Esportiva