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 Jornalista serve de cobaia para hipnólogo que trabalha no futebol
12 de maio de 2010 19h25

Jornalista serve de cobaia para hipnólogo

Wanderley Nogueira

A hipnose pode ser uma das saídas para recuperar a auto-estima dos jogadores de futebol. Quem não duvida disso é o hipnólogo Olimar Tesser, que realiza palestras motivacionais em empresas e que, como ninguém, sabe como funciona o mundo do futebol.

Afinal, Tesser já foi jogador profissional. Hoje, fora dos gramados, tem o desejo de atuar em clubes para mostrar a eficácia de seu trabalho, que pretende fazer em clubes desde a formação do atleta.

Recentemente, o Paulista, de Jundiaí, contratou os serviços de Olimar Tesser. O time ocupava a zona de rebaixamento e estava prestes a cair para a Série A2 da competição. "A primeira coisa que fiz quando fui apresentado aos jogadores, era se eles acreditavam em Deus. Eu falo que não acredito em Deus, eu sinto Deus", diz, arrepiado.

O time de Jundiaí escapou da degola, continuou na primeira divisão. Um jogador que Olimar Tesser destaca é Mazola, emprestado pelo São Paulo. "Na minha opinião, ele é um craque. Trabalhei dia a dia com ele. Ele arrebentou contra o Palmeiras", orgulha-se Tesser.

A hipnose entrou na vida de Olimar Tesser assim que abandonou a carreira de jogador de futebol. "Eu me preparei para parar de jogar. Um dia, joguei com um atleta chamado Dodô, no Espírito Santo, e vi que ele, com 38 anos, tinha conseguido apenas uma TV de 14 polegadas. Eu me perguntei se iria ter apenas aquilo com aquela idade", explica Olimar, que na época, estava com 23.

Durante a entrevista com Wanderley Nogueira, o hipnólogo fez demonstrações do trabalho. Para isso, usou o jornalista Fredy Júnior, do Esportes Show. Primeiro, um treinamento mental, com Júnior visualizando um quadro e indo com o braço na direção de um ponto específico. O movimento, no início, esticava as costas do jornalista que, no segundo movimento, já não o sentiu como no outro. "Trabalhamos o resgate da auto-estima e a confiança", comenta.

Uma outra demonstração de Olimar Tesser, usando Fredy Júnior, foi fazer o jornalista pisar em um tapete de vidros. As imagens são fortes. Mas em nenhum momento Fredy diz ter sentido medo. E saiu sem corte algum. A explicação do hipnólogo está no objetivo que a pessoa tem pela frente. "É necessário visualizar o que objetivamos para conquistarmos", disse.

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