Ronaldinho está na Itália e participa normalmente da pré-temporada realizada pelo Milan
Foto: EFE
O nome do meia Ronaldinho vem sendo especulado no Palmeiras há algum tempo, e nesta semana o assunto voltou à tona. Declarações de cartolas, possíveis parceiros e até do técnico Felipão fizeram com que o meio-campista do Milan até em alguns momentos deixasse em segundo plano o clássico contra o Corinthians, neste domingo, pelo Campeonato Brasileiro.
Tudo começou com a informação de que o empresário Delcir Sonda teria tido um contato do treinador palmeirense, seu amigo pessoal, buscando recursos para a contratação do jogador.
Delcir é o dono do Grupo Sonda, que auxilia alguns clubes na contratação de atletas, porém o foco da empresa é lucrar com negociações futuras de jovens jogadores. Por exemplo, Neymar e Ganso, revelações do Santos, têm percentuais de seus direitos econômicos ligados ao grupo.
No caso de Ronaldinho, a história seria diferente e o lucro seria a partir de ações de marketing e patrocínios que a vinda do jogador possa atrair ao clube. Este processo já foi utilizado por outros clubes, como com Ronaldo, no Corinthians, e Robinho, no Santos.
A diretoria do Palmeiras nega qualquer assunto relacionado à vinda de Ronaldinho. Inclusive, o presidente do clube, Luiz Gonzaga Belluzzo classificou a notícia como uma "cascata". Porém, na contramão da cúpula palmeirense, o técnico Luiz Felipe Scolari confirmou contatos com amigos e disse que seria ótimo contar com o meia no elenco palmeirense.
"Falamos de Ronaldinho, como de mais 17 jogadores (...). Falamos se existia a possibilidade. Eu gostaria de trabalhar com todos aqueles que são ótimos jogadores, e Ronaldinho é um deles. Mas entre pensar e ter é muito longe", declarou o treinador nesta tarde em entrevista concedida na Academia de Futebol.
O que se sabe é que a diretoria do clube não está medindo esforços para qualificar seu elenco e já gastou mais de R$ 20 milhões com as vindas dos "xodós" da torcida, Kleber e Valdivia.
A chegada de Ronaldinho seria a "cereja no bolo" para a diretoria, que quer esquecer o fracasso no Campeonato Brasileiro do ano passado, em que o clube liderou boa parte da competição e acabou perdendo até a vaga na Libertadores deste ano.
História antiga
Assis, irmão e procurador de Ronaldinho, chegou a se reunir com diretores do Palmeiras, em março, para viabilizar a vinda do jogador. Porém, o Milan negou a liberação de seu camisa 80 e frustrou os planos de ambos os lados.
Ronaldinho tem contrato com o Milan até julho de 2011 e Sílvio Berlusconi, presidente do clube, chegou a dizer, durante a reapresentação da equipe italiana, que o jogador não seria negociado e que ele era muito importante para o clube, não só dentro de campo.
Outros clubes também demonstraram interesse em contar com Ronaldinho, como por exemplo o Flamengo. Sua presidente, Patrícia Amorim, teria se reunido com o jogador para discutir, fato que não se consolidou e acabou "esfriando".
Outras empresas estão de olho em Ronaldinho e enxergam no meia um bom "garoto-propaganda". A Parmalat, que acaba de voltar ao Palmeiras e ajudou na contratação do técnico Felipão seria uma delas.
Outra possibilidade seria a da empresa de telefonia, TIM, bancar a contratação do jogador, já que sua concorrente direta no mercado, a Claro, fechou recentemente uma parceria com Ronaldo e que está fazendo sucesso no Twitter.
- Redação Terra
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