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 Presidente do Goiás diz que não sai e que conselho é autoritário
23 de agosto de 2010 20h13 atualizado às 22h27

Mirelle Irene
Direto de Goiânia

O presidente do Goiás, Syd de Oliveira Reis, disse nesta segunda-feira, durante reunião com a imprensa na sede do clube, que só renunciará ao cargo se o presidente do Conselho Deliberativo, Hailé Pinheiro, também o fizer.

"Se o presidente do Conselho Deliberativo também renunciar eu vou pensar na minha renúncia", declarou o presidente do Goiás. Pinheiro teria pedido a renúncia de Syd na semana passada, após se reunir com o presidente, em meio a grande crise financeira que o clube enfrenta e no desconforto de estar sem ganhar há oito jogos no Campeonato Brasileiro.

Syd responsabilizou a atual crise financeira do time às administrações que o antecederam. "Será que quem assina um contrato tão prejudicial ao Goiás como o da Luppi pode criticar nossa administração?", provocou.

"Ainda está nebulosa o destino dos R$ 20 milhões do Welliton e adiantamento do Clube dos 13, feito a administração que nos precedeu. Dela recebemos uma herança maldita. Dívidas, folhas de pagamento inchada e atrasadas, bichos, prêmios, e luvas também atrasadas", acusou.

Citando versos de Augusto dos Anjos, ("O beijo, amigo, é a véspera do escarro, a mão que afaga é a mesma que apedreja"), Syd de Oliveira, leu um pronunciamento em que coloca Hailé Pinheiro como um dirigente autoritário.

"Como o Conselho Deliberativo não tem regimento interno, a condução dos trabalhos é autoritária. Somente falam os que são favoráveis aos projetos, e pensamentos da presidência do Conselho", atacou, em um citação ao veto do Conselho Deliberativo da venda do zagueiro Rafael Tolói para o futebol italiano.

"A situação do Goiás no Campeonato Brasileiro hoje é o resultado da desunião provocada pelos que colocam interesses pessoais acima do amor ao clube", ainda afirmou.

Especial para Terra