Roni comemora gol do Vila Nova
Foto: Carlos Costa/Futura Press
Brigando para retornar ao G-4 da Série B do Campeonato Brasileiro, o Náutico foi derrotado por 2 a 1 pelo Vila Nova, que briga para deixar a zona do rebaixamento, em confronto no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, nesta terça-feira.
A derrota deixa os pernambucanos na oitava posição, com 28 pontos, enquanto os goianos seguem na lanterna, com os mesmos 14 pontos, um a menos do que o Ipatinga, que empatou com a Portuguesa no complemento da rodada.
O veterano Roni, ex-Fluminense, abriu o placar para o time da casa, aos 32min do primeiro tempo. O empate veio aos 2min da etapa complementar, com Francismar.
Aos 30min do segundo tempo, em jogada de David, os goianos voltaram a comandar o marcador.
Na próxima rodada, os dois times jogam na sexta, às 21h (de Brasília), contra equipes do ABC Paulista. Como visitante, o Vila Nova pega o São Caetano, enquanto o Náutico recebe o Santo André, nos Aflitos.
O jogo
O Vila Nova entrava em campo com o objetivo de manter sua reação na competição nacional, e também homenageando o goleiro Max, que completou 100 jogos pelo time goiano. Inclusive, ele vestiu uma camisa comemorativa, representando o recorde alcançado.
Após dez minutos de pressão razoável do adversário, com direito à grande chance desperdiçada por Bruno Lopes, o Náutico - com diversos desfalques - conseguiu equilibrar as ações, principalmente no meio de campo, e procurou cadenciar o ritmo da partida, à base de toques de bola.
Quando tinha a posse da bola, o Vila Nova tentava imprimir velocidade em suas jogadas. A primeira bem executada resultou em gol. Aos 32mi, após boa trama de passes, Roni tabelou e bateu de canhota, colocado.
Um lindo gol dele, que já tem seis na Série B - é o artilheiro da equipe. O mesmo Roni que havia escrito uma carta nesta semana para a torcida, avisando que o Vila não será rebaixado para a Série C.
O remendado Náutico, como já era esperado, não se encontrava em campo. Desorganizado tanto defensivamente quanto ofensivamente, dependia exclusivamente dos lampejos de Giovani, das investidas de Wilton Goiano e dos lances de bola parada de Zé Carlos. Pouco para quem sonha com uma vaga no G-4.
"É uma vitória parcial, temos que ter vontade agora para marcar, e se tivermos oportunidades, ampliar", comentou o experiente Roni, no intervalo. Pena que ele, machucado, não voltaria para ajudar o Vila Nova a cumprir o planejado.
Em um golpe de sorte, de muito longe, o Náutico empatou. Francismar, distante da grande área do adversário, soltou um foguete, indefensável para o centenário Max. Logo depois o time pernambucano perderia Tinga, que fraturou um dos braços.
Com o gol, o time dos Aflitos cresceu no confronto, adiantou a marcação e chegava com maior frequência ao ataque, principalmente pelo lado esquerdo - ao contrário da primeira etapa.
Mas quem marcou pela segunda vez na partida foi o Vila Nova. David cobrou falta fechada e a defesa do Náutico, mais precisamente Walter, acabou desviando para a própria meta. Um lance em que o goleiro Glédson poderia ter se saído melhor.
O time goiano, sentindo que poderia ampliar com as jogadas pelas laterais do campo, melhorou seu desempenho e passou a pressionar. O Náutico foi ficando cada vez mais apático, mostrando que não tinha mais capacidade para reagir.
Algo que, com a vitória por 2 a 1, o Vila Nova mostra ainda ser capaz de fazer nesta Série B do Campeonato Brasileiro. O resultado tirou, temporariamente, a equipe goiana da lanterna da competição.
Com informações do Lancepress
- Redação Terra














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