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 Palmeiras e Cruzeiro jogam para manter boa sequência na Série A
05 de setembro de 2010 09h04

Volante (dir) do time paulista, Pierre acredita que Palmeiras terá postura aguerrida contra equipe mineira. Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Volante (dir) do time paulista, Pierre acredita que Palmeiras terá postura aguerrida contra equipe mineira
Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Depois do vexame diante do Atlético-GO, o Palmeiras reagiu no Campeonato Brasileiro da Série A e acumulou dois jogos seguidos com bons resultados (uma vitória e um empate) fora de casa, contra Atlético-MG e Fluminense. Já o Cruzeiro aproveitou os confrontos diante de Corinthians, Vasco e Flamengo para ganhar sete pontos. Portanto, o confronto deste domingo, às 16h, no Pacaembu, vai testar a boa sequência de ambos no torneio.

"Nossa motivação está lá em cima, tivemos dois jogos dificílimos, contra Atlético-MG e Fluminense, nossa evolução está boa, mostramos o nosso valor. Tenho certeza de que agora teremos uma postura aguerrida contra o Cruzeiro", diz o volante Pierre.

A ordem do elenco da equipe alviverde é aproveitar a motivação do jogo contra o Fluminense. Ao encontrar o líder do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras apresentou personalidade e determinação para buscar o empate nos acréscimos.

"O sentimento foi muito bom, conseguimos mostrar força para alcançar esse bom resultado. Sabemos que precisamos alcançar a regularidade para ficar entre os primeiros o mais rápido possível", afirma Pierre.

Apesar da boa sequência de resultados, Luiz Felipe Scolari ainda deve resolver um dilema. Diante de Atlético-MG e Fluminense, o Palmeiras entrou em campo com uma postura bastante defensiva e só deslanchou a partir da entrada de mais atacantes no gramado. Porém, o técnico rechaça a possibilidade de arriscar um time extremamente ofensivo para evitar uma derrota ampla como a do confronto diante do Atlético-GO.

Para o início do jogo, o Palmeiras ainda deve contar com três zagueiros, cinco volantes - sendo dois deslocados para as alas - e apenas duas opções ofensivas, o meia Valdívia e o atacante Kleber. No entanto, nomes como Luan, Tinga e Ewerthon, que dão mobilidade à equipe, sonham com novas oportunidades.

Confiante e de astral elevado. É este o espírito do Cruzeiro para encarar o Palmeiras e, quem sabe, terminar o primeiro turno da Série A entre os quatro melhores. A equipe mineira está em sexto lugar, com 28 pontos, e, para que isso aconteça, tem de triunfar no Pacaembu e ainda torcer por tropeços de Santos, Botafogo e Internacional. Assim, terminaria esta fase em terceiro.

Embora a missão pareça difícil, os cruzeirenses acreditam que podem cumpri-la. Tamanha confiança se deve aos três últimos resultados do time no Brasileiro: duas vitórias sobre Corinthians e Flamengo, ambas por 1 a 0, e um empate em 1 a 1 com o Vasco. Apesar de ter marcado somente três gols nesses confrontos, o que motiva o Cruzeiro são as boas atuações, conforme analisa o técnico Cuca.

"O time tem pecado nas finalizações, mas não podemos esquecer que estamos criando muitas oportunidades. Isso me deixa satisfeito. Ficaria preocupado se não tivéssemos criando as jogadas de gol. Estamos chegando bem, com força. Precisamos saber matar o jogo", diz.

Para o treinador, a tendência é que o time suba de produção com o passar do tempo. "Temos feito bons jogos, mas o time ainda não está no ponto ideal. Vamos melhorando aos poucos e tenho certeza de que faremos mais um grande jogo contra o Palmeiras", afirma Cuca.

No confronto contra o time paulista, as novidades serão os retornos do zagueiro Gil e do atacante Wellington Paulista. Ambos não atuaram na vitória sobre o Flamengo, pois cumpriram suspensão.

Além da satisfação em voltar ao time, Wellington terá uma motivação extra ao enfrentar o Palmeiras: o reencontro com o amigo Kleber. "É um grande jogador, um grande amigo, que vou guardar para o resto da minha vida, porque é um cara excelente, um cara trabalhador, lutador, que cativou não só a nossa torcida, mas todos aqui no Cruzeiro", afirma.

Wellington ressalta, porém, que o bom relacionamento com o atacante não vai entrar em campo. "Independentemente da amizade, nós vamos fazer de tudo para vencer e ele da mesma forma. Se pintar oportunidade, ele vai fazer", diz o atleta do Cruzeiro.

O próprio Kleber também reconhece o sentimento diferente no reencontro com o time mineiro. Apesar de ter sido criticado por alguns torcedores mineiros, ele afirma ter carinho pela instituição. Já pelo Palmeiras, o atacante assegura: "amo o clube".

Gazeta Esportiva